O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, declarou na última terça-feira que o Brasil, nesse momento, só deveria pensar em futebol, pela Copa das Confederações. Não é bem assim que o povo pensa. Nesta quarta-feira, momentos antes da partida entre Brasil e México, no Castelão, em Fortaleza, o povo saiu para manifestar, e o clima de guerra tomou conta da capital cearense.
A ordem da FIFA, era de não deixar esses manifestantes se aproximarem da Arena Castelão, local da partida de logo mais, às 16h. Uma barreira foi construída pela Polícia Militar na Avenida Alberto Craveira e conteve os manifestantes, mas alguns deles tentaram passar por uma construção que fica ao lado e o conflito foi iniciado.
O repórter Edson Júnior, da RÁDIO 730, acompanhou toda a manifestação nas proximidades do Castelão, já que uma barreira policial restringia a passagem da imprensa para as proximidades do conflito. Durante o programa “Debates Interativos” foi possível ouvir algumas bombas sendo estouradas e carros de polícia se encaminhando ao local.
Em um dos acessos principais ao Castelão, no viaduto do bairro Aerolândia, também existe uma grande concentração de manifestantes, o que pode ameaçar o trânsito para quem se dirige ao local. O Coronel Batista foi um dos que foi atingido no peito e na cabeça e tentou explicar o que aconteceu para o conflito ter iniciado.

“Eles estava conversando de forma pacífica, mas um grupo atrás influenciou quem estava à frente. Eles conseguiram subir na grade e existiu um rompimento, derrubaram um muro do lado e começaram a jogar tijolos e pedras. Fui atingido com quatro pedras no peito, recebi na cabeça também, mas graças a Deus o capacete protejeu um pouco. A gente teve que recuar por tudo isso, as bombas só surgiram depois, teve que se usar uma munição não letal, bombas e spray. Eu não tenho noção porque estava em terra, mas eu já ouvi falar em 40 mil pessoas na manifestação”








