O passe livre para estudantes da rede pública da Região Metropolitana de Goiânia e beneficiados de projetos sociais de transferência de renda, depende agora da sanção do governador Marconi Perillo. Os deputados aprovaram na sessão desta terça-feira, dia 25 de junho, por unanimidade projeto do executivo autorizando abertura de crédito especial de R$ 2 milhões e 400 mil para o Protege Goiás. O fundo é destinado ao Programa de Articulação e Participação Política de Goiás – Ação Passe Livre Estudantil. O dinheiro será utilizado para garantir o subsídio das passagens de ônibus na Região Metropolitana de Goiânia para 20 mil estudantes da rede pública e beneficiados de programas sociais de transferência de renda, como bolsa família e renda cidadã. O líder do Governo, deputado Fábio Sousa (PSDB) anuncia que o Executivo pretende estender o benefício para mais 50 mil estudantes.

O projeto foi aprovado em primeira votação e por unanimidade na semana passada, um dia antes de protestos realizados em Goiânia e em diversas capitais brasileiras. A aprovação da lei do passe livre só aconteceu depois de muita discussão em torno da rejeição à emenda que garantia o benefício para estudantes das redes pública e particular de ensino e beneficiários de programas sociais como Bolsa Universitária da OVG e Prouni de todo o estado e não apenas para alunos residentes na Região Metropolitana da capital. O deputado petista Mauro Rubem, apesar de ter votado a favor, critica os critérios da lei. Para ele, o valor gasto com a reforma do estádio do Goiás Esporte Clube, cerca de R$ 2 milhões e 500 mil é o mesmo que será investido para beneficiar 20 mil estudantes. “Tem receita, tem dinheiro que poderia ser investido para garantir o passe livre para mais estudantes”, protesta.

O líder do governo, deputado Fábio Sousa (PSDB), por sua vez, lembra que o projeto do Passe Livre Estudantil foi aprovado pelo legislativo goiano bem antes das manifestações que tomaram as ruas em vários cantos do país. E explica que o projeto aprovado esta semana garante os recursos para a implantação do benefício. “O governo quer chegar a 70 mil estudantes e deve ser implantado nos próximos dias, uma vez que alguns cadastros já foram feitos durante o último Governo Itinerante”, anuncia o líder do governo.