A inteligência artificial (IA) vem se tornando cada vez mais presente na vida das pessoas. Seja  profissionalmente ou na rotina pessoal, a utilização do recurso parece um caminho sem volta.  Pesquisa da Demà e da Nexus atesta a representatividade da IA: Oito em cada 10 jovens entre 14 e 29  anos (84%) acreditam que o conhecimento sobre Inteligência Artificial (IA) é um fator impactante para  conseguir emprego. O levantamento mostra também que 11% avaliam que não faz diferença, 3%  acham que seja até prejudicial e 2% não souberam responder. 

Quando se avalia a utilização das ferramentas de IA, 69% dos jovens acham que elas podem ajudar no  processo de aprendizagem, enquanto 24% avaliam que podem prejudicar e 7% não sabem ou não  souberam responder. 

93% dos jovens brasileiros entre 14 e 18 anos já ouviram falar de IA 

A pesquisa da Demà e da Nexus aponta também que quanto mais jovem maior a taxa de familiaridade  com a tecnologia. O contato com as ferramentas de IA é maior entre 14 e 18 anos, em que 93% têm  algum conhecimento e apenas 7% não possuem. As demais faixas etárias (19 a 24 anos e 25 a 29 anos)  têm familiaridade com a tecnologia de 89% e 88%, respectivamente. 

Além disso, mais de 80% desses jovens percebem o uso da IA em múltiplas aplicações, especialmente  nas assistentes de voz dos smartphones, como Siri e Alexa (92%), e em pesquisas do Google (89%). 

Mas o recurso também é notado nas sugestões de vídeos em plataformas como YouTube e Tiktok  (85%), carros que dirigem sozinhos (81%), robôs de limpeza (80%) e filtros de foto em aplicativos como  o Instagram (80%). 

Para 86% dos jovens, a IA pode ajudar em tarefas e atividades cotidianas, sejam nos estudos ou no  trabalho. Apenas 12% discordam dessa visão, enquanto 2% não sabem ou não souberam responder. 

Curiosamente, o significado da tecnologia não é tão coeso assim: 36% não sabem responder para que  de fato ela serve. Enquanto 13% dizem que o sentido é de tecnologia inteligente e 12% acreditam que ela ajuda em estudos, pesquisa ou no trabalho. 

71% dos jovens acreditam que o recurso ajuda no dever de casa 

Tanta familiaridade faz da IA o “Google da nova geração”, por sua utilização em pesquisas e no auxílio  a estudos e trabalhos. Isso porque 83% dos entrevistados admitem utilizar a ferramenta para fazer pesquisas gerais ou acadêmicas. Outros 71% acreditam que o recurso ajuda no dever de casa, em  trabalhos e estudos para provas de escolas, das faculdades, universidades ou do ensino técnico. Já  70% utilizam para traduzir textos, enquanto 67% optam para resumir ou corrigir publicações. 

Dois terços (66%) utilizam a IA para gerar novas ideias para alguma atividade, outros 63% criam imagens e 62% usam para escrever novos textos. Por fim, 52% usam para preparar apresentações ou relatórios. 

“É muito representativo que, pelo menos, metade dos entrevistados confirmem que usam IA de  alguma forma. Sem dúvidas, a Inteligência Artificial é um agente facilitador das nossas demandas  diárias um aliado da eficiência e produtividade. São percepções claramente refletidas nesta pesquisa,  que mostra, por exemplo, que a grande maioria dos adolescentes utiliza para ajudar no dever de casa.  IA veio para ficar e transformar as nossas jornadas, principalmente, as de aprendizado”, analisa Juan  Carlos Moreno, Diretor da Demà.  

7 em cada 10 entrevistados têm contato quase diário com IA 

A percepção da IA se faz também no cotidiano da juventude. Sete em cada dez entrevistados têm  contato quase diário com a tecnologia, enquanto outros 13% se envolvem com a ferramenta algumas  vezes por semana e 3% têm alguma relação mensal. Por sua vez, 8% têm contato raro, e apenas 5%  nunca utilizam a tecnologia – 2% não souberam ou não responderam. 

Nessa estatística, chama a atenção a distinção por escolaridade. Enquanto 85% dos estudantes de nível superior têm contato quase diário com a IA, no ensino médio, essa relação cai para 71%, e no  fundamental é de 57%. 

METODOLOGIA 

A Nexus entrevistou 2.016 cidadãos com idade entre 14 e 29 anos, nas 27 Unidades da Federação,  entre 14 e 20 de julho. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de  confiança de 95%.

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta matéria, o ODS 4 – Educação de Qualidade.