A cassação do ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Jardel Sebba (PSDB), da prefeitura de Catalão, repercutiu entre os parlamentares na última sessão realizada na Casa. Enquanto companheiros de partido do prefeito afastado demonstram desconfiança em relação ao processo e expectativa de que ele volte ao cargo em poucos dias, lideranças da oposição preferem adotar a cautela e aguardam os possíveis recursos.
O líder do governo, deputado Fábio Sousa (PSDB) questiona a punição que foi dada com base no fato de o governador Marconi Perillo ter demonstrado apoio a Jardel, no dia da eleição de 2012, em uma rádio de Catalão. “Eu confesso que estou surpreso, e estou procurando entender o que está acontecendo. Pelo pouco que eu entendo, isso deve dar no máximo uma multa à pessoa que fez a declaração. Está muito mal explicada essa história,” questiona.
Fábio Sousa também usou o bom humor e fez uma analogia rápida entre a cassação de Jardel e a queda da Portuguesa para a Série B do Campeonato Brasileiro, depois de recurso do Fluminense. “É o espírito do Fluminense. Não consegue ganhar no campo, quer ganhar no tapetão,” compara.
Por enquanto, a prefeitura de Catalão volta às mãos do PMDB, já que assumiu o presidente da Câmara Municipal, vereador Deusmar Barbosa. Porém, o presidente da Assembleia, Helder Valim (PSDB), analisa que Jardel Sebba deve voltar ao cargo em poucos dias. “Na verdade isso é um procedimento jurídico local, da Comarca de Catalão, isso cabe liminar e recursos. Eu acredito em três, quatro ou cinco dias no máximo, o governo estará de volta,” prevê.
O deputado de oposição e presidente regional do PMDB, Samuel Belchior, adota discurso cauteloso sobre a cassação do tucano Jardel Sebba na prefeitura de Catalão. “O processo ainda está na primeira instância, como possibilidade de impetrar recursos, e saírem liminares. Tem que ter calma. Quantos antes essa situação for resolvida, melhor para a cidade,” diz.







