A declaração do presidente do Atlético, Valdivino de Oliveira, sobre o grupo de árbitros ligados aos Goiás, não pegou bem no clube esmeraldino. O diretor de futebol alviverde, Marcelo Segurado, classificou como “tática” e “intimidação” a tentativa do mandatário rubro-negro, além de entender que isso é uma prática antiga no futebol e não cabe mais atualmente.

Na declaração à 730 na última quarta-feira, Valdivino acusou o árbitro Cleber Vaz e também Fabrício Nery de fazerem parte de um time conhecido como “Meninos do Goiás”, que facilitaria para o time esmeraldino e dificultaria para os rivais. Segurado destacou que foi desagradável usar o nome do Goiás e, conhecendo o presidente do Atlético, sabe que ele teve uma “ideia” ao fazer isso.

“O Valdivino é uma pessoa muito inteligente, então ele tá fazendo isso já pra jogar uma pressão em cima da arbitragem, isso aí é comum. A gente não vai polemizar isso, só achamos que por ser o presidente da grandeza de um clube como o Atlético, usar esses termos, usar o nome do Goiás, insinuando algumas coisas, fica um tanto quanto deselegante. Temos que passar por cima disso, deixa a comando da Federação e do Comando da Arbitragem”

Segurado não discorda que a qualidade da arbitragem esteja deixando a desejar e, mesmo com lances polêmicos à favor do Goiás no Goianão, como o gol de Léo Bonatini contra a Anapolina na última quarta-feira, destaca que o Goiás já saiu de campo insatisfeito com a atuação do árbitro também. De qualquer forma, Segurado ressalta que esse tipo de atitude do presidente do Atlético esta ultrapassado e não tem receio que o Goiás seja prejudicado por isso nos próximos jogos.

“Não tenho receio, a gente sabe da qualidade dos árbitros goianos. A arbitragem goiana tem problemas como qualquer outra arbitragem no Brasil, tem erros e acertos. Acho que tá reformulando, são árbitros que tem qualidade, mas erram nos jogos do Goiás também, nós saímos insatisfeitos com relação a alguma coisa, isso é comum. Não podemos deixar que essa declaração seja uma forma de intimidação, esse tipo de declaração eu acho que já está ultrapassado”