Depois de tanto buscar, sonhar e planejar, o dia histórico na vida de Túlio Humberto Pereira Costa, o Túlio Maravilha, finalmente chegou e aconteceu de acordo com o script. Passavam dos 29 minutos do 1º tempo, Túlio estreava pelo Araxá no Modulo II do Campeonato Mineiro, contra o Mamoré, e o juiz marcou pênalti. O eterno camisa 7 pegou a bola, caminhou com tranquilidade e bateu no canto direito, enquanto o goleiro caiu no esquerdo. Esse foi o fim da saga do gol 1000.

A exemplo de Romário e de Pelé, Túlio marcou o milésimo, de acordo com suas contas, e foi carregado por companheiros de equipe, fez festa com a família, com a torcida e até com o presidente do Araxá, clube que apostou na “atração” Túlio por seis partidas. Logo na primeira, o milésimo saiu e depois de 10 minutos de comemoração e paralisação, Túlio foi substituído e usou sua conta pessoal no Twitter para se manifestar.

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A conta é contestada por todos, mas Túlio seguiu firme com o projeto, mesmo aos 44 anos, e no fim do ano passado, tinha o objetivo de marcar o gol histórico antes da Copa do Mundo, para depois se tornar comentarista de futebol. A carreira do jogador começou em 1987, pelo Goiás, clube onde ficou até 1992, quando acabou vendido ao Sion (SUI).

Em 94, Túlio voltou ao Brasil para atuar pelo Botafogo, onde se tornou um dos maiores ídolos, marcando o gol do título brasileiro de 95 contra o Santos, no Pacaembu. Depois disso, Túlio foi para o Corinthians em 1997, e a partir daí, passou por uma legião de times, não só do Brasil, como também na Hungria, Bolívia e Arábia Saudita. Ao todo, foram mais de 40 clubes, entre eles Vila Nova, Canedense, Anapolina, Atlético-GO, Itumbiara e Goiânia, no futebol goiano.