O Campeonato Goiano de 2014 foi marcado pelas inúmeras críticas feitas à arbitragem, principalmente pelo presidente do Atlético Goianiense, Valdivino de Oliveira. Por duas ocasiões, a primeira por alegar que alguns árbitros eram “menininhos do Goiás” e a segunda por sugerir que os resultados das partidas são fabricados fora dos gramados, o mandatário chegou a ser punido com pagamento de multa e suspensão de frequentar as tribunas de honra do Dragão.

Com isso, o assunto entrou ainda mais em evidência e em toda rodada a escalação da arbitragem era acompanhada de perto pelos clubes, principalmente por Goiás e Atlético Goianiense. Diante de toda pressão, o presidente da comissão de arbitragem, Coronel Júlio César Motta, revela que a comissão de arbitragem segue tranquila com o trabalho realizado até agora no Goianão e ainda comenta que já que foram selecionados alguns nomes que poderão apitar as duas partidas das finais do Goianão:

“Nós já temos seis ou sete nomes que renderam muito bem durante a competição e estão pré-selecionados para participar das finais. São nomes que todos já conhecem a qualidade deles e estão mais do que credenciados, por toda qualidade que têm, a apitar uma decisão de Campeonato Goiano. Não temos nada a reclamar dos profissionais que apitaram o Goianão, foi realizado um ótimo trabalho que satisfez toda comissão. Críticas e cornetadas são normais no futebol, temos que aprender isso”, comenta o coronel.

Júlio César rechaça também a possibilidade de algum dos clubes finalistas intervirem na escolha do árbitro para os jogos decisivos: “Não existe a menor chance de aceitarmos indicação ou qualquer tipo de veto tanto do Goiás como do Atlético. Arbitragem é um assunto nosso, os times têm que cuidar de escalar os jogadores e preparar sua equipe. Nunca fomos até um clube pedir para colocar o jogador A ou B para jogar. É algo infundado, ninguém intervirá nessa escolha e vetos não existirão”, garante.

O presidente da comissão comenta também que a atitude dos clubes em comentar sob aprovação ou desaprovação de nomes de árbitros é uma estratégia para criar pressão sobre o órgão e encaminhar as escolhas, porém, de acordo com ele, a comissão não entrará no jogo e estará convicto no que deve ser feito. “Muitas vezes os times falam isso para criar um ambiente tumultuado, jogar a opinião dos torcedores contra alguém e se beneficiar com isso. Mas nós estamos focados no que vai ser feito e não deixaremos nada influir no nosso trabalho”, analisa.