Representantes de clubes do futebol brasileiro, o movimento Bom Senso Futebol Clube e o governo federal costuram um acordo para o refinanciamento das dívidas dos clubes com a União. A proposta impõe que o passivo seja dividido em até 240 meses, sendo que 20% do montante pago a vista. Porém, haveria uma contrapartida por parte das agremiações futebolísticas para receber o benefício. Elas teriam que pagar os salários dos funcionários, os encargos fiscais e as parcelas do financiamento em dia, sob pena de perder pontos em campeonatos ou até mesmo serem rebaixados para divisões inferiores.
O dublê de deputado e dirigente de futebol Jovair Arantes (PTB-GO) em parceria com colega de Câmara, Vicente Cândido (PT-SP), conseguiu aprovar no Congresso Nacional uma gambiarra para o refinanciamento da dívida dos clubes. Eles incluíram em uma Medida Provisória (MP) que tratava da isenção fiscal para a importação de aerogeradores, uma emenda que permite o financiamento da dívida, sem a necessidade de contrapartida. A aprovação está nas mãos da presidente Dilma Rousseff, que ainda não sancionou a MP.
A mídia esportiva nacional tece muitas críticas ao dirigente do Atlético Goianiense. Justas por sinal. Mas nem só de gambiarra é composto o pensamento futebolístico de Jovair Arantes, que na última semana apresentou uma boa proposta.
Excelente iniciativa
Em entrevista concedida à Rádio 730, no último dia 5, por ocasião da aclamação de Maurício Sampaio como presidente do Atlético, Jovair, que vai comandar o Conselho Deliberativo do clube, sugeriu que a agremiação rubro-negra abra o processo eleitoral. Desta forma, qualquer torcedor atleticano que se credenciasse passaria a ter direito de voto nas eleições da equipe campineira. Viva a democracia.
Não apenas o Atlético, mas todos os clubes brasileiros, exceto aqueles que são empresas limitadas, deveriam permitir que seus torcedores opinassem sobre os destinos do clube. Neste caso, tendo poder de escolha da Diretoria Executiva, e também, dos conselhos Deliberativo e Fiscal.
É preciso quebrar este ranço ditatorial que ainda impera na maioria dos clubes. O futuro do Vila Nova não pode ser definido por pouco mais de 50 pessoas como aconteceu no último pleito. O Goiás não pode ficar preso ao Conselho Deliberativo construído a dedo pelo grupo que administra o clube há mais de 30 anos. O torcedor que é sempre apontado de forma hipócrita pelos dirigentes como parte mais importante das agremiações precisa ser tratado verdadeiramente como tal e ter direito ao voto. Diretas Já.









