No final da tarde dessa quarta-feira, o diretor de futebol do Atlético, Adson Batista, concedeu entrevista e explicou a saída do treinador Marcelo Martelotte, que deixou o comando após ser derrotado (1×0) para o Luverdense. “Fica meu respeito pelo Martelotte, que é um cara sensacional, uma pessoa correta. Infelizmente, no futebol, há coisas internas que vão acontecendo, vai desgastando. Se pudesse ficar com o Marcelo no campeonato, faríamos. Mas no futebol, às vezes, temos de reinventar, mudar as coisas”.

O dirigente voltou a criticar a atuação rubro-negra na noite de ontem, mas desejou sorte ao antigo treinador. “Foi um time sem identidade, alheio ao jogo. Fomos engolidos. Precisamos de fazer algo diferente. Falei com os jogadores hoje. Será que o Martelotte é o único culpado? Não é. Ele é um profissional que tem o valor dele e, ao longo do tempo, vai fazer grandes trabalhos”.

Martelotte não resiste à nova derrota e é demitido no Dragão

Em relação ao novo treinador do Atlético, o diretor garante que o clube busca um comandante que tenha uma nova filosofia para comandar o time. Seria Wagner Lopes? “Evidente que ele fez um grande trabalho e sempre vai estar na lista do Atlético. Eu tenho mais dois ou três nomes, vamos iniciar a conversa a partir desse momento. Futebol é dinâmico e muda toda hora. Vamos buscar um treinador que pare de jogar para trás, com característica diferente, com coragem e que tenha a cara do Atlético”.

Adson Batista garantiu ainda que Wagner Lopes não foi procurado, mas que é um nome que agrada, pelo estilo ofensivo. “Não foi procurado. Ele é um cara que gosta de jogar para frente. Atlético vai ter treinador o mais rápido possível. A princípio, temos uma comissão permanente e estamos avaliando isso. Sem problema nenhum. O importante é ter um espírito diferente e fazer um jogo diferente do que fizemos ontem e no último sábado (derrota de 1 x 0 para o Criciúma, fora de casa)”.