O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) está processando o padre Luiz Augusto e mais 14 pessoas por improbidade administrativa. Dentre os acusados, cinco são ex-presidentes da Assembleia Legislativa de Goiás: Samuel Almeida, Jardel Sebba, Célio Silveira, Helder Valim e Sebastião Tejota, todos do PSDB. Eles foram incluídos por terem presidido a Assembleia no tempo em que o padre supostamente atuou como funcionário fantasma.
É possível que aja, inclusive, a prisão dos envolvidos, caso seja indicado também o crime de peculato, que tem como pena a prisão.
O promotor de justiça Fernando Krebbs, esclarece o caso: “Essas pessoas foram processadas por improbidade administrativa. Com o padre Luiz, os ex-presidentes da Assembleia que exerciam o mandato no tempo em que o padre esteve lá à disposição da presidência, segundo informações da própria Assembleia. Ninguém é fantasma durante duas décadas sem a conivência de quem tinha o dever de fiscalizar”, declara.
Para o promotor, a gravidade do caso é superior a casos semelhantes: “O Ministério Público tem a obrigação de ver isso. Não é o único caso, a gente sabe disso, mas esse é realmente muito grave e chama à atenção. Foram duas décadas de um padre fantasma, um padre confesso. Ele confessou que não trabalha e tinha o dinheiro e que fazia caridade com isso”, explica Fernando Krebbs.
Foi pedido o bloqueio de bens de todos os envolvidos na investigação e o Ministério Público quer a devolução do dinheiro que causou um prejuízo de três milhões de reais. Com correções monetárias e juros, as multas pela ação de improbidade e o cálculo de danos morais coletivo, o valor se totalizaria em 18 milhões de reais devolvidos ao Estado de Goiás.
*Com informações de Thiago Mendes












