No final da tarde de hoje, o Atlético apresentou seu novo comandante para a temporada 2015: Jorginho Cantiflas. Sem treinar nenhuma equipe desde novembro do ano passado, quando foi demitido pela Chapecoense, o treinador contou, em sua apresentação, o que fez nos últimos meses. “Acompanhei muitos jogos em alguns estádios. Aproveitei para isso, fazer uma reflexão hoje porque o futebol está muito intenso, muito rápido, muito veloz. Temos de aproveitar isso e fazer essa intensidade ser uma arma para nós”.

O técnico comentou o que mudou desde sua passagem pelo futebol goiano, em 2010, quando comandou o Goiás. “Hoje já estou com cara de 80, apesar de ter 50 anos. O futebol acaba muito conosco. De ontem para hoje já não dormi porque fiquei pensando em como montar o time. A profissão e a vida te ensinam muita coisa. Fui muito criticado aqui (quando dirigiu o Goiás) por jogar para frente e querer vencer, mas é gostoso atuar para cima, ser ofensivo. Sou um cara mais tranquilo, muito mais experiente de poder sentar e conversar com dirigentes, com a imprensa”.

Adson explica escolha por Jorginho: “Precisamos de intensidade. O Atlético é um clube frio”

Jorginho garantiu ainda que seu estilo é montar equipes ofensivas e garantiu que o Dragão irá jogar dessa forma. “Fui mandado embora da Chapecoense porque jogava para frente e eles não aceitavam que a equipe jogasse com um, dois volantes no Maracanã, contra o Flamengo, por exemplo. Não tem fórmula mágica, mas vamos tentar. o bom do futebol é gol, é ver seu time jogar para frente, jogar bem”.

O treinador falou o motivo de ter aceitado a proposta do Dragão, mesmo tendo sido sondado e recusado anteriormente o Vitória, que vem fazendo uma Série B melhor até o momento. “O Atlético é um time muito grande, que te dá condição de fazer o melhor trabalho possível. Não é possível que o Adson seja mal profissional, está aqui há mais de 10 anos”.

O novo comandante ressaltou que o mais importante é o clube, que não merece ficar na atual situação. “O atleta tem que entender que o mais importante é a instituição Atlético, que tem de ser respeitada e sair dessa situação. Não chego para resolver tudo, porque não faço gol, não defendo, mas vamos exigir dedicação para que consigamos crescer na competição”.

Por fim, Jorginho destacou que deseja comprometimento total dos atletas, para que demonstrem que merecem permanecer. “Se não for lá para ajudar, melhor não ir. Os atletas precisam de uma mão para serem levantados. Vão ser muito cobrados e tem de mostrar que tem condições de permanecer, mas se estão aqui, é porque mostraram capacidade em algum lugar”.