Vivendo um momento decisivo na Série C, onde o Vila Nova corre para buscar a liderança do grupo A, e tem jogo importante nessa segunda (03), fora de casa, contra o Cuiabá, uma notícia importante de bastidores surgiu via presidente Gutemberg Veronez: o jogador Radamés e o ex-diretor de futebol do clube, Carlos Eduardo, o Tim, entraram com uma ação trabalhista contra o Vila.

Radamés foi jogador do Vila Nova ano passado, na campanha que acabou no rebaixamento para a Terceira Divisão Nacional. Ele saiu sem receber alguns salários e pede na justiça esse pagamento. A mesma situação de Tim, que mesmo sendo ídolo do clube, resolveu acionar a justiça para receber seus atrasados. Para o presidente, a situação de Radamés é normal, porém, ele se diz surpreso com a participação de Tim na defesa do jogador:

“Recebi a informação que o Radamés entrou na justiça, mas o que me estranha é o Tim, gerente de futebol na época, ser testemunha do jogador nesse processo contra o clube. Isso é um absurdo, uma pessoa que esteve dentro do Vila, é vilanovense, e ser testemunha de um jogador que ele contratou contra o Vila”, declara.

Sobre o Radamés, Guto fala: “É mais um jogador da gestão passada que entra na justiça contra o clube. Foram 55 jogadores contratados e 55 atletas que entraram na justiça. Mas é mais uma das batalhas que nós teremos, para o clube se sanar precisaríamos de continuar no comando dois anos e garantir que nenhuma ação trabalhista seja protocolada mais nesse período”.

O departamento jurídico do Vila Nova já está trabalhando na situação com o presidente jurídico, Paulo Henrique Pinheiro. Uma reunião conciliadora acontecerá entre as partes para tentar solucionar a questão.

Outro lado

tim vilaPor sua vez, Tim não descarta fazer um acordo, mas revela que o próprio presidente Guto havia dito a ele que só receberia entrando na justiça: “Nós trabalhos dando o máximo para honrar as cores do time e quando acabou o campeonato simplesmente nos disseram que não iria pagar. O próprio presidente Guto falou para mim que não iria me pagar, que eu poderia procurar a justiça. Trabalhei até dezembro e recebi só até agosto, coisa de praxe no Vila Nova, trabalhar e não receber”.

“Depois disso procurei o diretor Hugo Jorge Bravo, expus a situação e ele contatou o dr. Paulo Pinheiro. Dei a condição de que poderíamos parcelar a dívida durante um ano para aliviar para o clube e ele ficou de analisar a retornar. Dias depois recebi a ligação da secretária dele avisando que não teria acordo nenhum. Eu ganhavam 5 mil reais, 3.500 na carteira e 1.500 de imagem. O que ficou foram três meses e dez dias”.

O ex-diretor explica também o porquê surgiu como testemunha de Radamés contra o Vila: “Fui testemunha do Radamés por ele sempre foi sério no clube, trabalhou com toda a honestidade para fazer o melhor e o time foi rebaixado não por culpa dele. Não honraram com o que havia sido combinado com ele, sendo que ele tinha feito sua parte com perfeição. Só por isso eu decidi ser testemunha dele. O caso dele é o mesmo do meu”.

Já o advogado Paulo Henrique Pinheiro contradiz a fala de Time e diz que houve sim uma tentativa de acordo, mas que foi fracassada: “Perguntamos a ele se teria a possibilidade de fazermos um acordo, ele disse que sim. Calculou os valores com seu advogado e nos retornou pedindo 15 mil. Oferecemos dividir 12 mil reais em 12 meses e ele não aceitou. Não vejo motivo para ter entrado na justiça porque a diferença entre as pedidas era muito pequena e com certeza teria sido de fácil resolução com mais uma conversa. Mas ele tem esse direito e estaremos preparando nossa defesa”.