Em entrevista concedida ao repórter Juliano Moreira, da Rádio 730, o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Jovair Arantes, analisou o empate sem gols entre Dragão x Vitória, que se enfrentaram na tarde desse sábado, no Serra Dourada. “Foi um resultado bom, apesar do jogo ter sido fácil para que o Atlético tivesse saído com a vitória. Entendo que o time deles, que demonstrou estar mal fisicamente, sofreu demais com os desfalques. No segundo tempo, o Atlético não teve forças. A falta que um homem de qualidade, matador, na frente, ficou evidente. O time cansou no segundo tempo e perdemos uma grande oportunidade de ganhar o jogo”.

Em partida de poucas emoções, Atlético e Vitória não saem do 0 x 0

Jovair revelou que espera ansiosamente a chegada da equipe aos 45 pontos, que devem ser suficientes para garantir o Dragão na Série B. “Temos de ficar com o pé no chão e trabalhar para não beirar a zona da degola. De qualquer forma, temos de chegar aos tão sonhados 45 pontos para garantir a permanência e seguir organizando a casa no Atlético, que está muito desorganizada. Temos muita coisa para fazer, muita coisa para arrumar. Só poderemos arrumar isso ao longo do ano. Não podemos entrar em desespero”.

O presidente do Conselho Deliberativo rubro-negro valorizou a dedicação de membros da diretoria do clube e falou das dificuldades para manter a equipe. “Precisamos ter tranquilidade e paz. Para ter isso, precisamos ter dinheiro, coisa que não temos. Temos dificuldade de pagar todo mês, uma folha de 670, 700 mil reais, sem patrocínio, com 3 milhões que a CBF passa por ano, não é mole. O Maurício, o professor Alcides e toda a diretoria tem feito um sacrifício grande, para dar sequência ao trabalho”.

O dirigente falou ainda sobre a atual realidade do Atlético e cobrou uma presença maior do torcedor rubro-negro. “Tem de esquecer esse negócio de subir para a Série A. Temos de nos preocupar em não cair para a Série C. Dá até arrepio falar isso, mas é a realidade. Ninguém precisa sonhar com acesso. Agora, é necessário que a torcida, mesmo sabendo que não vamos brigar por acesso, compareça. 1500 torcedores, como tivemos hoje, é uma vergonha. A torcida não está isenta desse momento que o Atlético está passando, eles têm de participar. Eu, Maurício e a diretoria estamos fazendo nossa parte e a torcida? Nosso time é ruim? Sim, é. Mas é o que nós temos e eles têm de apoiar. Se eles não podem dar uma doação financeira, eles podem comparecer e ajudar nosso time com o apoio. Não são um esplendor tecnicamente, mas são todos guerreiros”.

Polêmica Adson x Márcio

Jovair ainda minimizou a polêmica, ocorrida nessa semana, entre o goleiro Márcio e o diretor de futebol Adson Batista, e destacou que a chegada do goleiro Busatto é uma necessidade e não um “recado” para Márcio. “Contratação do Busatto é porque precisamos ter dois goleiros de qualidade. É necessário. Em relação a toda essa discussão, o Márcio tem o direito de falar, tem uma certa razão porque estamos com um certo atraso, não é tanto assim, mas dá para resolver. O Atlético tem suas dificuldades, tem problemas internos e precisamos de resolver todos. Não é porque um jogador, com ou sem razão, reclama, que vamos criar uma crise”.

O dirigente ainda fez questão de ressaltar que esse tipo de desentendimento não deve acontecer, pelo bem do clube. “O que temos de tomar cuidado é que o Atlético é maior que todos nós. É um clube quase centenário, que é maior do que eu, do que o Márcio, do que o Maurício e do que qualquer outra pessoa”.

Retorno ao Accioly

Por fim, Jovair Arantes destacou que espera que o Dragão volta a mandar seus jogos no estádio Antônio Accioly na próxima temporada. “O professor Alcides está fazendo um belo trabalho junto da base, tentando recuperar o Antônio Accioly. Quem sabe, ano que vem, possamos mandar nossos jogos lá”.