Deputados, autoridades da segurança pública e representantes das diversas polícias se reuniram em um seminário, na assembleia legislativa, para debater propostas de emenda à constituição que propõe mudanças nas estruturas policiais que vigoram hoje no Brasil.
Uma das matérias em discussão é a PEC 431, que trata da ampliação da competência a todos os órgãos de segurança pública. O autor da PEC, deputado federal subtenente Gonzaga-PDT (MG), explicou a proposta:
“Na prática essa PEC dá poder à todas as polícias, Militar, Civil, Federal e etc, para que possam produzir, inclusive do ponto de vista da investigação, instrumentos para que a justiça possa ser mais célere e atender melhor a sociedade. Dizem que a PEC faz uma polícia invadir na outra, eu não acho, vejo que ela tira exclusividade de investigação, o que é necessário. O baixo índice de resolutividade de investigações é um grande problema”, declara.
Presidente da comissão de segurança pública da Assembleia, a deputada delegada Adriana Accorsi acredita que uma medida ideal seria a unificação das polícias, tema de outra PEC em discussão:
“Acredito que nós estamos iniciando um processo que pode resultar em uma polícia única, que é para mim é o melhor para o Brasil. Não algo que a Civil mande na Militar ou vice-versa, mas que sejamos irmãos e trabalhemos juntos em uma nova polícia. Outra questão seria fortalecer as guardar municipais para que os municípios também participem da segurança”.
O delegado geral da Polícia Civil de Goiás, João Gorski disse que é necessário melhorar o modelo da gestão da segurança pública. “Eu acho que temos que unificar as polícias, formar uma polícia única, que faça investigação. É um modelo implantando no primeiro mundo, aqui não poderia ser diferente. Uma academia e uma formação única”.
O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, tenente coronel Ubiratan Reges de Jesus Júnior, comentou a importância do chamado ciclo completo para a corporação:
“Hoje em dia o sistema de segurança pública é realmente falho. Se não houver uma mudança urgente, o povo brasileiro vai ser muito prejudicado. Acho que tem que haver uma união, ninguém é melhor de ninguém. A união pode fazer com que cheguemos a um consenso e quem ganha é o cidadão”.










