O Serra Dourada segue sem a liberação dos laudos de segurança e essa a situação vem rendendo insatisfação tanto no Goiás, como no Vila Nova, que fazem um clássico logo na abertura do Campeonato Goiano. Para não inviabilizar a realização da partida, uma das possibilidades é setorizar o estádio e diminuir a presença dos torcedores “visitantes” para 10%. Como o Vila é o mandante do jogo, os esmeraldinos seriam os atingidos por essa cota reduzida.
Em declarações do diretor jurídico, dr. João Bosco Luz, o Goiás demonstrou muita insatisfação por ficar com apenas 10% dos ingressos para o clássico. Nessa terça (19), em entrevista concedida no programa Debates Esportivos, da Rádio 730, o presidente do Vila Nova, Guto Veronez, responsável pela organização do clássico, diz que independente da opinião do adversário, a decisão priorizará a segurança dos torcedores:
Mais do Tigrão:
Vila e Atlético realizam novos amistosos no fim de semana; Goiás segue treinando
Robston comenta importância de partidas preparatórias: “nos conhecemos melhor”
“O mando é do Vila e o Goiás não tem que dar pitaco. Vamos ver tudo com o nosso torcedor e fazer o que for melhor para ele. A questão de orçamento, de logística e segurança são todas de responsabilidade nossa, depois eles terão o mando deles. Estamos pensando também na segurança de todos os torcedores, não só nos vilanovenses. Temos que pensar nas pessoas”.
Guto ainda explica: “Se não houver nenhuma melhora na situação, acho que a resolução mais salutar para esse problema vai realmente ser a de setorizar as torcidas e 10% ser dos visitantes. As responsabilidades sobre o evento são minhas, então só será 50% a divisão da torcida se eu tiver garantia da polícia e dos bombeiros”.
Apesar disso, o presidente do Vila afirma que não pretende entrar em rota de colisão com a diretoria esmeraldina, mas diz que tudo deve conter o bom senso: “Não queremos entrar em rota de colisão. Eu de verdade espero fazer meio a meio e que as torcida se comportem. Não só eu como qualquer cidadão quer que o jogo seja uma grande festa do futebol goiano, com paz. Mas a gente tem que ter responsabilidade e prevenir qualquer tipo de problema antes que eles ocorram”.
Além disso, outro ponto destacado por Guto Veronez é o prejuízo que o clube vem tendo na venda de ingressos com a demora da definição. A previsão inicial da diretoria colorada para iniciar a comercialização era dia 11 de janeiro, mas até agora não foi possível. Além de não ser possível determinar o preço, os bilhetes devem constar impressos data, local e horário da partida.
De acordo com o presidente, o Vila Nova contava com a renda dessa venda antecipada para pagar algumas despesas, já que em janeiro o time está fora de atividade e o clube não conta com as rendas provenientes de jogos.








