Uma convulsão teria provocado a morte do detento Mohammed d’Ali Carvalho dos Santos, de 25 anos, na manhã desta quinta-feira (11), em uma cela na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO), a equipe foi acionada às 8h45 para atender a uma ocorrência de crise convulsiva na penitenciária, mas ao chegar encontro o rapaz já sem vida. 

O diretor do complexo prisional, Alex Aparecido Galdioli, afirmou em entrevista ao programa Segundo Tempo da Notícia, da Rádio 730, que D’Ali não apresentou nos últimos meses nenhum problema de saúde ou situação que pudesse estar relacionada à à própria morte, e que uma sindicância interna será aberta pela Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) para apurar as causas.

“A sindicância tem um prazo inicial de 30 dias, e havendo a necessidade de continuação das investigações, ou seja, se esse prazo não for o necessário para concluir, ela pode ser prorrogada por mais 30 dias. 

O corpo de Mohammed D’Ali ficou aos cuidados do Instituto Médido Legal (IML) da capital. A Polícia Civil (PC), também deverá investigar as causas do falecimento do detento. 

Motivo da pena

O jovem cumpria o sétimo ano da pena por ter matado a facadas, esquartejado e escondido o corpo da inglesa Cara Marie Burke, de 17 anos, em 2008. Durante julgamento, em 2009, ele confessou que colocou as partes do corpo em duas malas, e as jogou no Rio Meia Ponte, em Goiânia, e no Córrego Sozinha, entre as cidades de Leopoldo de Bulhões e Bela Vista de Goiás. Ele matou a moça porque ela teria recusado a se casar com ele, o que facilitaria a aquisição da cidadania inglesa por parte de D’Ali.