Na tarde desse domingo, Goiás e Atlético fizeram um grande jogo no Serra Dourada e o clássico terminou empatado em 2 x 2. Após a partida, o treinador Wagner Lopes analisou o confronto e, apesar de lamentar o empate sofrido, enalteceu o futebol apresentado pelas duas equipes.
“Foi um jogo muito bom. Os dois lados tiveram oportunidades, mas, na minha visão, nossas chances foram mais claras. Poderíamos sim ter saído vitoriosos desse clássico, na minha humilde opinião. Além do pênalti que erramos que o Márcio treina muito, tivemos outras oportunidades, com Alison, Marllon. Saio triste pelo empate, já que acredito que merecíamos vencer. Foi uma grande partida, com grandes emoções e quem veio ao Serra Dourada saiu satisfeito apesar do empate”.
Dois pênaltis, gol olímpico, virada e empate: Goiás 2×2 Atlético em clássico eletrizante
Durante o duelo, algumas mudanças táticas ocorreram no time rubro-negro, como explicou Wagner Lopes, que aproveitou para elogiar a inteligência do seu elenco. “Mudamos do 4-4-2 para o 4-2-3-1 na fase defensiva, com Magno aberto pela direita, Jorginho pela esquerda, Schuster centralizado e Alison na referência. Tinha momentos que estávamos no 4-3-3 com Jorginho de um lado e Magno do outro, buscando ter maior aproximação para fazer triangulações, aproveitando a ultrapassagem dos laterais. O sistema de jogo muda sem mudar as peças. A gente vem treinando essas simulações e o Atlético tem jogadores muito inteligentes, que conseguem fazer essas mudanças e isso nos favorece muito. Apesar de não ter vencido, provamos que estamos no caminho certo”.
A atuação do árbitro Wilton Pereira Sampaio foi muito criticada pelo lado do Goiás, que reclamou da marcação de dois pênaltis (um convertido e outro desperdiçado) para o Atlético. O técnico do Dragão ressaltou que não gosta de falar da arbitragem, mas elogiou o juiz do clássico.
“Acho ele um dos melhores árbitros do Brasil. É um cara educado, firme, que tem personalidade e dá cartão para quem tem de dar. Não julgo que ele tenha feito uma má arbitragem não. Mesmo que tivesse dado pênalti contra meu time, temos de valorizar a arbitragem, que são pessoas que fazem o melhor que podem. Nem gosto de citar arbitragem, apesar de respeitar a opinião de todo mundo”.
Importância da bola parada
O treinador rubro-negro também enalteceu o trabalho de bola parada feito pelo Atlético, que tem rendido vários gols para a equipe na temporada. “Foi feito um estudo, tem até artigo publicado, de uma universidade muito famosa dizendo que 78% dos gols no futebol são oriundos da bola parada. É um dado importante e a gente treina muito isso”.
Wagner Lopes lembrou seus tempos de jogador para comentar o gol olímpico marcado por Ednei (o segundo do lateral, que havia feito um gol semelhante contra o Itumbiara) e elogiou a qualidade do atleta para bater na bola.
“Eu joguei quase 20 anos e já tentei treinar algumas vezes escanteio, mas nunca consegui marcar. O Ednei tem uma batida sensacional e a gente treina muito essa jogada. Tem de valorizar gol olímpico porque é muito difícil. Quem acompanha nossos treinamentos, percebe que treinamos muito essa jogada. Posicionamos quatro na pequena área para dificultar a saída do goleiro e ele bate muito bem na bola. Treinamos exaustivamente essa jogada e nossa ideia é valorizar isso cada vez mais”.








