A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou o resultado das ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, realizadas nos meses de janeiro e fevereiro de 2016. O boletim aponta uma queda de 46,62% no número de incidências de focos do inseto nas residências do estado.

Em contrapartida, o número de casos de dengue teve aumento de 10% em relação ao primeiro bimestre do ano passado. Em 2015, o número de notificações em janeiro e fevereiro foi de 29.730, enquanto em 2016 foi de 32.647, sendo que, destes, 3 mil foram confirmados por meio de exames. 

Goiânia, Aparecida e Anápolis são as três cidades com maior número de casos. O secretário Leonardo Vilela faz um alerta sobre o tipo 3 da doença, que tem atingido principalmente a região do entorno do Distrito Federal. 

“É um vírus que está relacionado a um maior número de complicações neurológicas, e isso é preocupante porque nós temos uma população com baixa imunidade em relação a esse tipo de vírus e isso pode acarretar uma quantidade imensa de pessoas infectadas”, afirma.  

Outra doença transmitida pelo Aedes Aegypti é o Zika vírus que, em Goiás, de 2015 até fevereiro de 2016, já teve 197 casos notificados, e apenas 22 confirmados. Neste mesmo período, a SES-GO notificou 99 casos de microcefalia, mas nenhum relacionado ao vírus. Seis destes estão relacionados a infecção congênita, quando a doença é passada da mãe para o bebê. 

Sobre o Zika, Leonardo Vilela afirma que o laboratório Lacen, localizado no Setor Jardim Bela Vista, em Goiânia, vai realizar exames para detecção da doença. Estes procedimentos eram realizados somente no estado de São Paulo. 

“Até então nós tínhamos 40 exames por mês, que era a cota do Ministério da Saúde para Goiás. Estes exames eram realizados apenas em gestantes. Com o Lacen passando a fazer estes exames, e nós vamos aumentar e muito a quantidade de exames no estado, nós passaremos a ter uma noção muito melhor de como o vírus está circulando em Goiás”, conclui.  

Com informações do repórter Jerônimo Junio.