O Atlético sonha em ter a sua arena para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B. Porém, as obras do estádio Antônio Accioly não devem ser concluídas a tempo e uma alternativa seria a inauguração do estádio Olímpico, que poderá ser usado na competição nacional.
O diretor de futebol do clube, Adson Batista, enxerga algumas dificuldades no novo estádio, inclusive de quem será o gestor do local. O dirigente teme que haja uma privatização. “Eu não vejo isso com bons olhos, mas vamos aguardar porque não quero ser injusto com ninguém”, avaliou.
Para Adson, o poder público deveria considerar que o estádio é um local para a prática de futebol, já que a história do Olímpico existe graças a esse esporte. O diretor acredita que seria uma boa alternativa para o futebol goiano, mas não vê as autoridades empenhadas em ajudar os clubes.
“O Olímpico é um caso a parte porque é um estádio maravilhoso, mas até agora eu não vi o poder político do nosso estado demonstrar interesse e valorizar o futebol. Eu espero que o Atlético possa ter condição de jogar no Olímpico no segundo semestre”, disse o dirigente.
Adson acredita que o estádio Antônio Accioly não deve ficar pronto por conta da quantidade de obras a serem realizadas. “Evidente que o Accioly seria fantástico. Lógico que tem que respeitar a CBF e fazer as coisas do jeito certo. A gente espera que isso possa acontecer. Tem algumas pessoas buscando projetos para isso”, explicou.
Realidade
Enquanto esperam pela definição em relação ao novo estádio, Atlético e Vila Nova se enfrentam no próximo domingo (27), às 16h, no mesmo local de sempre: o Serra Dourada. Esse será o único clássico entre as duas equipes nesta fase do Campeonato Goiano. Adson Batista acredita em equilíbrio na partida, mas vê o Atlético em um momento melhor que o rival.
“Sempre é complicado enfrentar o Vila. O momento do Atlético é melhor há algum tempo, mas eu sei que tem profissionais capazes de fazer um clássico disputado. Tem um grande jogador que é o Robston, que cresce neste momento e pode influenciar os companheiros em campo”, destacou o dirigente.
Mesmo com sete pontos a mais na tabela em relação ao Vila, Adson não aponta favorito no jogo. “Falar em favorito é jogar para plateia. Favorito você faz dentro de campo. É lá dentro que se faz o jogo. Se começa a se achar demais, você não entra com espírito de clássico. Tem que ter total respeito e um ritmo muito forte”, disse.












