Depois de tanta embromação e empurra com a barriga, a panela de pressão explodiu nesta terça-feira (24), no Atlético. Há muito tempo o presidente Valdivino de Oliveira vive na maciota como uma verdadeira enguia ensebada e um político daqueles craques nas promessas, mas um perna de pau para cumprir as que já foram feitas. Durante um certo tempo os jogadores acreditaram na lábia do dirigente. Eles acreditaram tanto que, com muita dignidade, botaram o time na semifinal do Goianão em segundo lugar. Fosse esse time constituído de boleiros, como foi o Rio Verde por exemplo, o Atlético ficaria devendo pontos para o Goiano da segunda divisão de 2014, tal a entregação de jogos e teria caído na oitava rodada.
Tem jogador no Atlético que nem o décimo terceiro ainda recebeu. Direito de imagem então, nem se fala. O fato é que para cobrar, Valdivino age como se fosse um secretário de fazenda, perfeito para buscar o dele em cima do cidadão, mas para aplicar os recursos e dar a contrapartida é uma outra história.
Os líderes do elenco, o goleiro Marcio e os volantes Pituca e Robston, disseram não confiar mais no presidente. São palavras pesadas demais em cima de alguém que deveria ter a respeitabilidade do elenco, contudo eu diria que nesse momento o presidente merece ouvir isso. É muita omissão para alguém que até há pouco tempo era tido como o melhor dirigente do futebol goiano.
Valdivino fez muito pelo Atlético e isso é inegável, mas ele teve sempre ao seu lado pessoas que o ajudaram bastante nessa tarefa. Só que aos poucos ele foi expurgando essas pessoas e hoje, se não é a figura do Jovair Arantes que trabalha muito em prol do Clube e principalmente do Adson Batista, que é uma cerca que evita muitas coisas piores no Atlético, sinceramente não sei o que iria acontecer.
Tudo que está acontecendo agora serve de alerta para o presidente entender que é preciso agir urgentemente e mudar seus métodos de trabalho, aparecendo e aglutinando, pois se isso não for feito o Atlético vai virar um Gama de Brasília, tudo a ver.









