O Conselho Estadual de Educação, em reunião na tarde desta segunda-feira (24), decidiu autorizar, em caráter excepcional, o Regime Especial de Aulas Não Presenciais, (Reamp), para as instituições educacionais do estado onde o município esteja sobre novo decreto restritivo de medidas contra a Covid-19.

Diante do aumento dos casos desde o final de 2021, o presidente do Conselho Estadual de Educação de Goiás, professor Flávio Roberto de Castro, disse em entrevista à Sagres, nesta terça-feira (25), que o sistema de aulas não presenciais estará disponível para dois casos em especial: aumento dos contaminados nas escolas e restrições via decretos municipais.

“Desde o último final de semana, 11 municípios publicaram novos decretos, restringindo as aulas presenciais, deixando alunos sem nenhuma atividade. Para estes casos, durante este período, será possível trabalhar com as aulas remotas. Se o aluno de qualquer instituição estiver positivo para Covid-19, ele não pode ir para a aula”, explica o presidente.

A secretária de Educação de Goiás (Seduc), Fátima Gavioli, afirmou que, dependendo do decreto e tempo de duração dos decretos, pode manter as aulas presencias nas unidades estaduais. Para estes casos, Paulo Roberto disse que o Conselho não tem o poder de obrigar um município a ter aulas presenciais e quem decidirá são as autoridades sanitárias.

“Existe um protocolo de biossegurança para todas as instituições de ensino do estado, que exige além do uso de mascaras, álcool em gel e sanitização das instalações, também prevê algumas restrições. Quem vai dizer em cada município se o aluno pode frequentar a escola ou não, é a autoridade sanitária. Se em uma mesma sala muitos alunos testarem positivo, a escola deve acionar a Vigilância Sanitária que poderá suspender as atividades presenciais”, disse o professor.

Confira a entrevista completa:

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