O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, defendeu a abertura de igrejas enquanto durar as medidas restritivas de combate a Covid-19. “É constitucional. Não podemos impedir”, afirmou durante inauguração da nova sede da Unidade de Saúde da Família (USF) Garavelo B. A declaração chega em um momento que a taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com o Coronavírus está em 98%.

Rogério argumenta que o atendimento individual, como foi estabelecido em primeiro decreto, gerava tumulto. “Os pastores atendiam de forma individual. Eles ficavam o dia todo atendendon e ficavam cansados. Chegava uma pesoa, ficava mais de uma hora conversando. Depois chegava outra e esperava. Então achei mais fácil reunir um grupo de pessoas, respeitando o limite de 10%. Ao invés do pastor fazer o atendimento de uma em uma hora, ele faz um culto e dispensa as pessoas. É mais fácil”, argumentou.

O antigo decreto , era permitido apenas o atendimento individual mediante agendamento e em caso de necessidade. No documento que passou a valer nesta segunda (8/3), as missas e cultos foram liberados com 10% da capacidade máxima dessas instituições, com horários entre 7h e 21h. Deve haver a sanitização dos ambientes de 3 em 3 horas.

“A questão de igreja é constitucional. No artigo 19, inciso primeiro assegura liberdade de culto e proteção aos locais de culto. Então não podemos impedir. Até penso que não precisaria nem de lei”, ressaltou Rogério Cruz, que é pastor licenciado da Igreja Universal.

OCUPAÇÃO DE LEITOS

Segundo o boletim epidemiológico de Goiânia, divulgado hoje, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 está em 98%. A taxa da enfermaria está em 96%.