Na semana passada, o ex-prefeito e principal líder do PMDB em Goiás, Iris Rezende, deixou claro que apoia a reeleição de Paulo Garcia para a prefeitura de Goiânia, defendendo a continuação da aliança entre PT e PMDB. Apesar da declaração do ex-candidato ao governo, o vereador e líder do PMDB na Câmara Municipal, Agenor Mariano, garantiu que essa ainda não é a posição oficial dos peemedebistas.

“Até o presente momento tudo isso é manifestação pessoal, agora, no momento em que o partido se reunir, deliberar sobre o tema, apoio ou não apoio ao PT, ao prefeito Paulo Garcia, aí sim nós teremos uma decisão verdadeira. É importante salientar, que eu particularmente não sei, mas até agora eu não ouvi o prefeito Paulo Garcia afirmar com todos as letras de que é candidato a prefeito para reeleição”, comentou Agenor, em entrevista ao repórter da Rádio 730, Frederico Jotabê.

O vereador ressaltou que ainda é cedo para se posicionar em relação às eleições para o próximo ano, e lembrou, inclusive, que o próprio Paulo Garcia não se manifestou sobre a possibilidade de reeleição. “Penso que o primeiro passo é o prefeito se declarar candidato à reeleição, e imediatamente poderemos estudar a questão de apoio. Mas eu digo que a tendência hoje é nós apoiarmos o prefeito Paulo Garcia, agora é fato definido e consumado? Não. PT e PMDB estão em um processo de namoro, vai vir noivado e vai vir casamento. Agora não necessariamente quem começa namoro tem que casar”, declarou.

Candidatura própria do PMDB

Embora Iris tenha evidenciado sua intenção de apoiar Paulo Garcia, Agenor Mariano não descartou uma possível candidatura do PMDB para a prefeitura de Goiânia em 2012. “Acho que a declaração dele não atrapalha o PMDB. A declaração do prefeito Iris é porque nesse momento ele tem enxergado, e ele é um homem de visão alargada, as dificuldades que o partido tem vivido por ter perdido a eleição passada”, analisou Agenor. Entretanto, o vereador peemedebista admitiu que a maior possibilidade no momento é o apoio ao PT.

“Todo partido que perde eleição passa por um período de crise, de reformulação. Então talvez o Iris tem enxergado que esse momento, dada a proximidade das eleições, dada a questão de que hoje nós temos um companheiro de partido, de aliança, que foi o PT, numa posição mais privilegiada, talvez seja o momento de se reconhecer a necessidade de estar apoiando esse partido”, disse.