O presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), André Pitta, está preocupado com a situação tributária dos clubes do Estado. Tudo isso, devido a aprovação pelo Congresso Nacional da Medida Provisória 671. A lei determina que as agremiações vem ter certidões negativas de dívidas para participar das competições oficiais.

André Pitta destaca que provavelmente apenas duas equipes da primeira divisão goiana tem condições legais no momento de jogar a competição, o Goiás e a Aparecidense. “Se não houver um empenho imediato dos clubes, com certeza nós vamos ter vários impedidos de jogar em 2016,” alerta o presidente da FGF.

Os clubes que aderirem ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut) precisaram adotar uma série de exigências, como estar em dias com obrigações trabalhistas e tributárias, estabelecer mandatos de quatro anos para cargos eletivos de direção, publicar contas em site próprio e submeter contas à auditoria independente.

O pagamento da dívida deve ser feito em até 240 meses (20 anos). Se aderirem e não cumprirem, não poderão ter patrocínios de estatais pelo prazo de dois anos, e não participações de competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou por federações estaduais.