Aprender a ler e escrever é uma das primeiras grandes conquistas da vida escolar. Mas o processo de alfabetização não acontece da mesma forma para todas as crianças, e garantir que cada estudante desenvolva essas habilidades exige acompanhamento ao longo dos anos iniciais. Em Goiás, os dados de 2025 apontam que 80% das crianças foram alfabetizadas, enquanto outras 20% ainda precisam avançar em habilidades importantes de leitura e escrita.
Assista à entrevista
Para entender como a escola pode identificar as dificuldades e ajudar os estudantes a avançarem, o Ser Goiás na TV conversou com Débora Camargos, coordenadora dos Anos Iniciais da Seduc Goiás. Na entrevista, ela explica o que é recomposição de aprendizagens, apresenta o material complementar Leia e destaca a importância da formação de professores nesse processo. Confira a conversa no vídeo.
Não deixar ninguém para trás
Segundo Débora, os 20% que ainda não desenvolveram todas as habilidades esperadas no ciclo de alfabetização continuam sendo acompanhados nos anos seguintes. O desafio é garantir que essas crianças avancem do terceiro ao quinto ano e cheguem ao fim dos anos iniciais lendo com fluência, escrevendo e produzindo textos. “Então, o nosso grande desafio é não deixar nenhuma criança para trás”, afirma.
O que é recomposição?
Nesse processo, a recomposição de aprendizagens tem uma função importante. Débora explica que o conceito não significa simplesmente recuperar conteúdos ou oferecer reforço. O primeiro passo é descobrir o que o estudante já sabe e quais habilidades ainda precisam ser desenvolvidas.
“Recomposição é identificar o que a criança sabe e as habilidades que ela ainda não desenvolveu”, explica. A partir desse diagnóstico, são planejadas intervenções para atender às necessidades de cada aluno.
Aprender com atividades
Uma das ferramentas usadas nesse trabalho é o Leia, material didático complementar do Programa AlfaMais. Segundo Débora, o recurso passou a atender também os estudantes até o quinto ano com a chegada das ações de recomposição.
O material foi organizado em sequências didáticas e atividades voltadas para leitura, escrita, oralidade e produção de textos. A proposta é que os estudantes vivenciem as atividades com orientação do professor, em vez de apenas completar exercícios.
Professor também aprende
A formação continuada dos professores aparece como outro ponto essencial. Para Débora, as necessidades dos estudantes mudam e, por isso, o professor precisa compreender que cada criança aprende de uma maneira.
“A sala de aula sempre está mudando”, afirma. Segundo ela, os momentos de estudo, prática e troca entre professores ajudam a ampliar a compreensão sobre alfabetização e recomposição de aprendizagens.
Nesse caminho, a alfabetização deixa de ser uma etapa que termina no segundo ano e passa a ser acompanhada ao longo de todo o ciclo dos anos iniciais. A ideia é identificar as dificuldades, criar estratégias e garantir que cada estudante tenha novas oportunidades para avançar na leitura, na escrita e na produção de textos.
SER Goiás na TV
O SER Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação.
O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.
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