A cidade é uma festa para os ilegais e o fato é que a malandragem permanece porque dá lucro para alguém. Um exemplo é a farra de construções irregulares, que já foi tema de reportagens e comentários na Rádio 730 e no portal730.com.br. Nesta quarta-feira, o jornal O Popular aproveitou a dica da Rede Clube de Comunicação e enfocou os prédios públicos sem licença para funcionar. Estão na capa de O Popular:
{mp3}stories/audio/2013/Fevereiro/acidadeeofato-20.01{/mp3}
a sede do Ministério Público,
o Paço Municipal,
o Centro Cultural Oscar Niemeyer
e a Assembleia Legislativa.
Também foram citados
o Ipasgo,
o Palácio Pedro Ludovico,
a Câmara Municipal,
o Teatro Basileu Toledo
e o Fórum Criminal.
Todos esses prédios já haviam sido mostrados nas reportagens da Rede Clube de Comunicação. Acrescentamos ainda o Fórum Cível e o Tribunal de Justiça, o Clube de Engenharia, três sedes recreativas de policiais militares, o Inmetro e vários outros órgãos públicos, além de agressões cometidas por empreiteiras, incorporadoras e especuladores imobiliários.
Numa cidade já tão estragada igual a Goiânia, é de se admirar que as autoridades não tenham vergonha de conviver em prédios irregulares. Não são bagrinhos, nada de peixes miúdos. Quem está nas construções fora-da-lei é a elite dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Os vereadores invadiram a Praça dos Trabalhadores e ergueram a Câmara Municipal, que é um monumento à cafonice. A Assembleia, o Tribunal de Justiça e o Fórum estão dentro das nascentes do Córrego dos Buritis. Enfim, são milhares de prédios públicos e particulares que poderiam dar cadeia a quem os vendeu, a quem deu-lhes o habite-se e a quem os ocupa. Em Goiás, não é isso que dá cadeia. O que dá cadeia em Goiás é cair na boca da mídia.






