A Lei Pelé, em muitos sentidos, foi um avanço para o futebol brasileiro, pois profissionalizou áreas que eram absolutamente amadoras. Mas penso que ela, salvo algumas raríssimas exceções, causou uma sangria, especialmente nos Clubes menores, na questão do passe.

Quero deixar claro que passe de jogador não existe em lugar algum, mas era algo que tinha no Brasil e, de certa forma, dava uma certa segurança aos clubes para negociar bem seus atletas e, com isso, ter uma certa segurança financeira.  

Com o fim do passe, os clubes se enfraqueceram e os empresários se fortaleceram de maneira extraordinária. Seria o mesmo que enfraquecer o pé de fruta e fortalecer as abelhas.

O certo seria ter criado uma lei para tapar os buracos por onde os dirigentes corruptos roubavam dos times, metendo-os na cadeia e recuperando o dinheiro roubado antes dessa lei que acabou com o vinculo do jogador com o clube.

Eu bem sei que estou sonhando, mas não sou o único. Não fico feliz em ver empresários dando as cartas em concentrações, treinamentos e até nas dependências dos clubes.