A quarta-feira, 16 de março, ficará marcada como um dos dias mais tensos da história da política brasileira. O governo federal acertou com o ex-presidente Lula, a ida dele para a Casa Civil. Depois, antecipou a posse de terça-feira (22) para esta quinta-feira (17).
No período da tarde, a presidente Dilma afirmou que a chegada de Lula daria mais força ao governo. Questionada sobre os superpoderes que o ex-presidente teria, ela disse que “ele terá os poderes necessários”.
O clima esquentou quando o juiz Sérgio Moro derrubou o sigilo de gravações feitas pela Polícia Federal de um diálogo entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, após a condução coercitiva dele no último dia 4.
Ouça o áudio na íntegra: {mp3}stories/2016/Marco/dilma_lula1{/mp3}
Após a divulgação do áudio, os deputados federais de oposição interromperam sessão na Câmara para pedir a saída da presidente Dilma e a prisão do ex-presidente Lula.
No início da noite, a Polícia Federal liberou um novo áudio, no qual a presidente Dilma dizia ao futuro ministro Lula, que o termo de posse já estava pronto.
Ouça o áudio: {mp3}stories/2016/Marco/dilma_lula2{/mp3}
Depois da nova divulgação, o advogado do presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que o grampo da conversa com Dilma é uma arbitrariedade do juiz Sério Moro. “É grave e estimula convulsão social,” disse.
No final da noite, houve protestos contra o governo federal em várias cidades brasileiras. Em Brasília, a manifestação reuniu aproximadamente 10 mil pessoas. Houve confronto entre alguns manifestantes e a polícia.












