A pandemia de Covid-19 provocou um verdadeiro caos, inclusive na educação. De acordo com números da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1,6 bilhão de estudantes tiveram os estudos interrompidos por causa do novo coronavírus. Para a diretora de educação e cultura da infância do Instituto Alana, Raquel Franzim, a maioria das crianças e adolescentes que estão nas escolas não conseguem se beneficiar da aprendizagem.
“Até o início da pandemia, o mundo todo já tinha uma crise da aprendizagem instaurada em grande parte dos países. Isso significa que tem milhares de crianças que não têm seu direito à educação garantido. Mas, a maioria dos que estão nas escolas não conseguem se beneficiar do ponto de vista da aprendizagem. Isso não é responsabilidade dos próprios estudantes, tem a ver com as políticas educacionais e com o compromisso dos países na redução das desigualdades”, explicou.
Assista à entrevista na íntegra:
No último dia 24 de janeiro, foi celebrado o Dia Internacional da Educação e o Sagres em Tom Maior de segunda-feira recebeu a Raquel Franzim para debater os desafios de motivar o ensino em mais um ano de incertezas. Apesar disso, a especialista acredita que a pandemia não é o único obstáculo na educação.
“O avanço das tecnologias de comunicação e informação mudaram as nossas vidas e elas atravessam a vida das crianças e adolescentes. Por isso, o ensino e a aprendizagem precisa mudar, dialogar com esse cenário de tecnologias de comunicação e informação”, destacou.






