Comitiva formada por servidores de gabinete e lideranças políticas do interior vaiaram ontem, nas galerias da Câmara Municipal de Goiânia, vereadores que defenderam projeto apresentado por Marlon Teixeira (Cidadania) para instituir o “Programa Passaporte de Vacinação Municipal”. O Programa proposto cria um documento (Passaporte Municipal de Vacinação – PMV), a ser emitido pela Secretaria Municipal de Saúde, que deverá ser exigido para entrada em locais públicos, privados, eventos culturais, esportivos ou em qualquer local em que possa haver aglomeração de pessoas em que o controle epidemiológico seja necessário.
A presença de público nas galerias do plenário da Câmara continua suspensa, mas o presidente da Casa, Romário Policarpo (Patriota) abriu uma exceção para o grupo de bolsonaristas, que faziam visita à vereadora Gabriela Rodart (DC). O grupo aplaudiu o discurso negacionista da vereadora, que questiona a segurança do que chamou de “vacina experimental”. Além do autor do projeto de Passaporte da Vacina, os vereadores Aava Santiago (PSDB) e Mauro Rubem (PT) também entraram em embate contra a claque durante a sessão ordinária desta terça-feira (31).
“Trata-se de mais um projeto de lei para ajudar na retomada econômica, social e no combate à disseminação da Covid-19 em nossa cidade. O Passaporte de Vacinação visa contribuir com o aquecimento da economia junto a todo o setor produtivo e de eventos de Goiânia. Essa ação vai garantir, com o tempo, a reabertura total do comércio e a produção de eventos, diminuindo, gradativamente, as restrições, à medida em que as pessoas forem se vacinando”, argumenta Marlon.

Pela economia
O autor da matéria ainda sustenta que medidas como o passaporte são necessárias inclusive para se garantir a retomada econômica. “Temos que nos esforçar mais, incentivar a vacinação e disponibilizar todas as ferramentas possíveis para criarmos espaços mais seguros e mantermos o comércio aberto”, afirma.

Prestação de contas
O plenário da Câmara de Goiânia recebe na tarde desta quarta-feira (01) a prestação de contas do secretário de Saúde, Durval Pedroso, em seguimento à Lei Complementar de nº 141/2012, regulamentada pela Resolução nº 459 do Conselho Nacional de Saúde. A determinação torna obrigatória a presença do secretário, desta vez, para detalhar ações relativas ao primeiro quadrimestre de 2021.
Questionamentos
Além da Saúde, o titular da Educação, Wellington Bessa, e o próprio prefeito Rogério Cruz terão agendadas audiências para prestação de contas. O Presidente da Comissão de Saúde, Mauro Rubem, antecipa que questionará sobre irregularidades identificadas em visitas nas unidades, além de possíveis fraudes na prestação de serviço de empresas ligadas à secretaria.

Coligação
Grupo formado por 16 deputados estaduais decidiu entregar carta aos três senadores eleitos por Goiás com pedido pelo retorno das coligações proporcionais. A intenção é que os parlamentares busquem a aprovação da medida em Brasília durante apreciação da reforma eleitoral, que passou pela Câmara dos Deputados com a retomada das coligações.
Articulação
O movimento é organizado pelo presidente da Assembleia, Lissauer Vieira (PSB), também é presidente do Colegiado de Presidentes das Casas Legislativas da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale). Ele também pretende buscar agenda com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Mais ainda
Depois do anúncio de reajuste de até 7,2% para servidores da Educação e professores, o deputado estadual de oposição, Antônio Gomide (PT), defendeu ontem no plenário da Alego o pagamento integral das reposições inflacionárias atrasadas. “É preciso respeitar a lei da Data Base”, afirmou.
Contas
“O reajuste salarial que repõe a inflação, não pode, num acumulado de 3 anos, representar um valor tão baixo. A lei e a data-base precisa ser respeitada e o reajuste seria de 22% para P1 e P2, por exemplo. Os deputados que vão votar esse projeto, é claro, vão votar a favor, mas respeitar os valores corretos de reajuste é mais do que necessário, é obrigatório”, defende o petista.

Economia
Dados do IBGE, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mostram que a taxa de informalidade em Goiás é de 41,7%. O número está 1,1 ponto percentual acima da média nacional. Já o rendimento mensal de pessoas acima de 14 anos caiu de R$2.450, no segundo trimestre de 2020, para R$2.380, no mesmo período desse ano.








