Toda a rivalidade foi colocada à prova, mas não com jogadas duras ou deslealdade, e sim com muito equilíbrio e todo o respeito que envolve o confronto. No fim, coube à um volante artilheiro fazer o gol da vitória, o gol da classificação. Paulinho marcou aos 40 minutos do 2º tempo e fechou a vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai, carimbando a vaga na final.
O Jogo
O que havia sido mais focado, de forma positiva, no ritmo de jogo da Seleção Brasileira durante a competição não aconteceu na semifinal: a intensidade e a pressão no início de cada jogo. O Uruguai conseguiu anular as principais armas da Seleção e, apesar de não ter a maior posse de bola, assustou. Aos 12 minutos, em lance bobo, escanteio cobrado na área e David Luiz, como se estivesse em uma pelada, puxou Lugano e o árbitro apitou o pênalti.
Na cobrança, Forlán telegrafou o canto, Julio César acertou e espalmou para escanteio o chute rasteiro no canto esquerdo. Para quem pensava que os uruguaios iriam se abalar, nada disso. Com a mesma tranquilidade, continuaram a marcação forte. O Brasil chegou pela primeira vez aos 27, em chute de Hulk que saiu muito por cima. Aos 30, os uruguaios voltaram a assustar, em chute de esquerda de Forlán que passou raspando.
Sempre tentando pelo meio, a Seleção Brasileira esbarrava e muito na defesa. A tentativa era, então, optar pelas jogadas do lado e nos lançamentos. Aos 36, Marcelo cruzou, Fred adiantou, mas a bola subiu sem rumo. Aos 40, veio o alivio canarinho. Paulinho fez lançamento por cima para Neymar, que tocou pro gol, mas Muslera deu rebote, e na sobra, Fred, pegando na “orelha da bola”, colocou ela no fundo das redes. Foi o 42º gol de Fred em 48 jogos no Mineirão.
2º tempo
Com o marcador à frente, o Brasil tinha mais 45 minutos para segurar o placar e garantir a vaga para a final. Não durou três minutos inteiros. Aos dois minutos, em tabela envolvente do ataque celeste, a zaga brasileira bateu cabeça, Thiago Silva deu passe errado, Marcelo dormiu e Cavani, como artilheiro, chutou de esquerda, no canto, sem chance para Júlio César.
O Brasil voltou à ativa, se levantando do baque, apenas 10 minutos depois, quando Hulk bateu falta forte e exigiu bom trabalho de Muslera. O Uruguai cresceu e respondeu aos 20, em cruzamento que Suárez cabeceou com muito perigo. Aos 21, Bernard, que entrou na vaga de Hulk, cruzou para trás e Fred chutou de primeira, por cima. Era a clara imagem de que o jogo estava aberto.
Aos 23, Neymar teve a sua chance mais clara, mas o chute saiu fraco e Muslera encaixou. Apesar de aparentar mais cansaço que os brasileiros, o Uruguai não desistiu e fez jus à mística celeste. Aos 33, Cavani girou e chutou de esquerda, a bola desviou, Julio Cesar estava batido, mas a bola saiu por pouco. Com todo o desgaste, o jogo parecia caminhar para a prorrogação. Mas, um volante artilheiro e polivalente tratou de ajustar o caminho canarinho.
Aos 40 minutos, Neymar bateu escanteio no segundo pau e lá estava ele, Paulinho, sempre decisivo, testando firme, sem chance para Muslera, que viu ela passando por cima. Foi o gol para explodir o Mineirão e iniciar a festa brasileira, que agora está na decisão no domingo, no Maracanã.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 1 URUGUAI
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data e hora: 26/6/13, às 16h
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Assistentes: Carlos Astroza (CHI) e Sergio Roman (CHI)
Público: 57483 presentes
Cartões amarelo: David Luiz, Luiz Gustavo, Marcelo (BRA); Cavani, A. Gonzalez (URU)
Gols: Fred, aos 41’/1ºT (1-0), Cavani, aos 3’/2ºT (1-1), e Paulinho, aos 41’/2ºT (2-1)
BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Hulk (Bernard), Neymar (Dante) e Fred. Técnico: Felipão.
URUGUAI: Muslera; M. Pereira, Godin, Lugano e Cáceres; A. Gonzalez (Gargano), Arévalo e C. Rodriguez; Cavani, Forlán e Suaréz. Técnico: Oscar Tabaréz.










