O CRAC de Catalão é mais um caso um daqueles times que tentam ressurgir no futebol goiano. Rebaixado no ano passado, o clube ameaçou fechar as portas por causa de dívidas trabalhistas. Mesmo com problemas financeiros, sem a ajuda do dinheiro da Prefeitura, com quem mantinha convênio nos anos anteriores,  um elenco foi montado para a Divisão de Acesso, que o Leão do Sul lidera com 16 pontos.


(Arte: Divulgação FGF)


“Infelizmente tivemos um ano de 2017 muito ruim. Nesta temporada, contratamos com antecedência as peças certas, temos um treinador – Zé Roberto – que conhece o futebol goiano e conhece a segunda divisão. Tudo está caminhando prá gente subir para a primeira divisão em 2019”, disse Roberto Silva, presidente executivo do clube.

Segundo o dirigente, o convênio existente entre a Prefeitura de Catalão e o clube, onde repasses financeiros eram feitos, foi proibido pelo Ministério Público. dessa forma, a ajuda vem de outra maneira. “Herdamos uma dívida trabalhista da gestão passada entre 2013 e 2016 de quase R$ 9,6 milhões e na justiça comum de R$ 400 mil. Muito difícil tocar futebol assim, mas ainda bem que o prefeito Adib Elias tem muitos contatos com empresários que nos ajudam com patrocínio”, explicou.

Quanto a briga por uma vaga no Goianão 2019, Roberto destaca o equilíbrio da Divisão de Acesso. Prá ele, são sete que brigam por quatro vagas. “Não considero o CRAC favorito, mas temos tradição, camisa e boa estrutura. Novo Horizonte, Goiânia, Trindade, Goianésia, Jataiense e Jaraguá estão na briga prá subir”, finalizou.

Neste domingo, às 16:00, o CRAC pega o Santa Helena fora de casa.