A Comissão de Defesa da Cidadania está analisando os processos de 36 desaparecidos após abordagem policial. 

Alguns casos já foram enviados ao Judiciário, mas a maioria ainda não, segundo a Superintendente de Direitos Humanos as Secretaria de Segurança Pública, delegada Adriana Accorsi.

“Vamos continuar analisando cada um dos inquéritos policiais, e discutir o que foi feito nos casos já distribuídos, e esperamos nesta semana já encerrar essa fase de análise e discussão. Vamos conversar com as famílias, por meio da assistência social, pois queremos investigar denúncias que estão chegando”, declara a delegada.

O grupo de trabalho atua desde o dia primeiro deste mês, e tem um prazo de 60 dias prorrogáveis para apresentar ao governador e ao secretário de segurança pública um relatório, inclusive com sugestões de penalidades.

“São casos importantes, pois de um lado temos famílias numa situação de muito sofrimento, de outro, policiais militares sendo acusados. De forma alguma podemos fazer um trabalho leviano”, relata.

Algumas informações da operação sexto mandamento, que prendeu 19 policiais militares estão sendo utilizados pela comissão.

Adriana Accorsi destaca que foi solicitado à Polícia Federal que fornecesse informações, mas ressalta que são casos diferenciados, porque a comissão só trata de casos de desaparecimentos e a operação sexto mandamento está tratando do caso de execuções.