A operação Balada Responsável, realizada pelo Departamento de Trânsito de Goiás (DETRAN), em parceria com a Polícia Militar e Agência Municipal de Trânsito (AMT), realizada há 16 dias, não tem agradado os donos de bares e restaurantes da Capital.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Goiás (Abrasel), Rafael Carvalho, a fiscalização mais intensa nas noites de Goiânia tem prejudicado o rendimento dos estabelecimentos. Segundo ele, a queda de consumo é de 30%.
“A queda está sendo muito sentida, principalmente na região do Marista, que é o pólo gastronômico de Goiânia. Nossa preocupação é muito grande porque o cidadão não tem recursos de transporte público pra ir a um restaurante e mesmo a questão do táxi, que é o mais caro do Brasil”, protestou.
Rafael Carvalho acredita que, se a queda de rendimento continuar, podem ocorrer demissões no setor. “A população de bem não é criminosa e não pode ser taxada assim. O bar e o restaurante empregam mais de 100 mil pessoas só em Goiânia”, argumentou.
Precoce
O Presidente do Detran, Edivaldo Cardoso, defende que não se pode analisar a queda de rendimento de bares e restaurante depois de apenas 16 dias de operação. “Em locais em que foram implantadas políticas parecidas com essa, não se percebeu um impacto tão grande na atividade econômica”, compara.
De acordo com ele, a operação Balada Responsável não tem prazo para acabar e que não existem pontos fixos de fiscalização. “É uma ação contínua, até que os índices de acidente sejam diminuídos e essa nova cultura esteja presente”.
Edivaldo ainda afirmou que existe a intenção de estender a operação Balada Responsável seja estendida a outras cidades no interior do Estado.
Reportagem: Rubens Salomão









