A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Agência Municipal de Trânsito (AMT) realizaram na manhã desta segunda-feira (4) café da manhã com a imprensa para o lançamento do programa “Vida no Trânsito”. O programa começa oficialmente nesta terça-feira, na Praça do Trabalhador. Ele será desenvolvido gradativamente nos dez cruzamentos onde mais ocorrem acidentes. Em 2011, morreram em Goiânia 256 pessoas por acidente de trânsito, sendo 54 pedestres, dez ciclistas, 79 motociclistas e 113 ocupantes de automóvel. Uma das metas do projeto é reduzir cada vez mais esse número.
O trabalho, coordenado pelo Departamento de Epidemiologia da Diretoria de Vigilância em Saúde da SMS, fundamenta-se nesta fase em análise de uma série histórica sobre os acidentes na cidade. A avaliação foi feita por técnicos da SMS e AMT. O cruzamento mais perigoso de Goiânia é o da Avenida Anhanguera com a Avenida Lourdes Estivalete (Leste/Oeste), no Setor Esplanada do Anicuns, na região central. Sua classificação no índice de severidade é 123. Ali, no ano passado, aconteceram 27 acidentes, envolvendo 32 automóveis, 21 motocicletas, seis caminhões, um ônibus, uma bicicleta (61 veículos) e um pedestre. Houve um morto e 23 feridos. A solução, conforme estudo, é colocar radar estático e construir um viaduto.
O secretario de Saúde ressalta a questão do trânsito entre os problemas de saúde pública. De acordo com levantamento de dados 60% dos leitos de UTI do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) estão ocupados com vítimas da violência. Desse recorte cerca de 50% dos pacientes foram vítimas de acidentes de trânsito.
“As vítimas de trânsito ocupam metade das vagas de UTI e, além disso, são pacientes que ficam hospitalizados mais tempo e tem maior índice de mortalidade”, ressalta Elias Rassi.
Com informações da prefeitura de Goiânia.











