Há mais de seis meses fora da presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda consegue despertar a mesma empolgação no público ao discursar que quando ocupava o Palácio ddo Planalto. Foi assim nesta quinta-feira (14) quando participou do 2º Encontro Nacional dos Estudantes do Programa Universidade para Todos (PROUNI), durante o Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que acontece em Goiânia.

No Teatro Rio Vermelho lotado, Lula reforçou que o programa, criado em 2004, durante seu primeiro governo, representa a democratização do acesso à educação. Aplaudido, ele criticou a “burguesia brasileira” que, para ele, não quer ver a ascensão social.  “Tem uma parte da elite que acha que estudar medicina não é pra pobre, que só serve pra ser paciente”, afirmou.

“Agora, a gente começa a ver gente da periferia que estava predestinado a não estudar, fazer jornalismo, medicina, direito e muitos não gostam. É aquele tipo de gente que vai estudar em qualquer lugar, no Brasil ou na Europa e não está preocupado”, complementou.

O ex-presidente lembrou que o Programa chegou a ser duramente criticado por, supostamente, “nivelar” o ensino por baixo, “como se a questão social medisse a competência e a capacidade da pessoa”, contestou.

“Tem gente no Brasil que ainda acha que quem tem que ter oportunidade é apenas 30% da população, mas nós achamos que esse país só será justo o dia que todos, sem nenhuma distinção tenham oportunidade de estudar, trabalhar e ter acesso a cultura e ao lazer”.