Repertório cultural é peça-chave para ter um bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e compreender os debates sociais contemporâneos. Obras literárias, documentários e produções cinematográficas funcionam como verdadeiras aulas sobre a valorização dos povos originários, a justiça climática e a representatividade da cultura negra e afro-brasileira.
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No livro “Banzeiro Òkótó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo”, a escritora brasileira Eliane Brum parte de suas experiências na Amazônia para discutir como a destruição da floresta está ligada a questões políticas, econômicas e sociais. A obra traz reflexões fundamentais sobre a exploração de recursos naturais, a preservação da biodiversidade como patrimônio e a necessidade de valorizar os conhecimentos e saberes tradicionais no contexto das mudanças climáticas.
Para abordar a luta ambiental e territorial sob a perspectiva do audiovisual, o documentário “O Território” — produção premiada no Emmy em 2023 — acompanha a resistência do povo indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, no combate ao desmatamento e às invasões de suas terras. A obra evidencia que proteger a floresta significa resguardar as comunidades que nela vivem e os saberes construídos ao longo de gerações.
Já no campo do cinema e da representatividade cultural nas mídias, o clássico “Ó Paí, Ó!”, estrelado por Lázaro Ramos e Wagner Moura, retrata o cotidiano dos moradores de um cortiço no Pelourinho, em Salvador, durante o Carnaval. Ao unir humor, música, religiosidade e afeto, o filme destaca a identidade afro-baiana e formas de resistência, sem limitar a população negra apenas a narrativas de violência ou desigualdade.
Completando essas referências, a obra “O Perigo de uma História Única”, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, alerta para como o enaltecimento de uma única narrativa reforça estereótipos e limita a visão sobre um povo. Como ressalta a autora: “As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empodar e humanizar”.
Ser Goiás na TV
O SER Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação.
O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.
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