(Foto: Petrobras / ABR)
Os ataques a unidades petrolíferas na Arábia Saudita no fim de semana provocaram uma disparada nos preços do petróleo, com o barril do petróleo tipo Brent registrando ontem a maior alta durante uma sessão desde a Guerra do Golfo, em 1991. Isso em meio a preocupações com a redução da oferta global da principal fonte de combustível do planeta.
O doutor em Economia e professor da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas da Universidade Federal de Goiás, Edson Roberto Vieira, avaliou os possíveis impactos da queda na oferta mundial de petróleo para a economia brasileira, em entrevista à Sagres 730, nesta terça-feira (17).
O professor explicou que a Arábia Saudita tem a segunda maior reserva mundial de petróleo, cerca de 297 bilhões de barris, ficando atrás apenas da Venezuela. Ele explicou que a Arábia Saudita é importante em termos de potencial de extração de petróleo e também em termos de produção mundial, ela é a segunda maior produtora mundial de petróleo, atrás dos Estados Unidos, mais é a principal exportadora do mundo de petróleo.
“O ataque de sábado, diminuiu pela metade a produção diária de barris de petróleo da Arábia Saudita, que significou a redução de 5% da produção diária de petróleo do mundo, haja vista que a Arábia Saudita produz 10% desse total”, avaliou. “Nós temos de fato, um evento que afeta, não apenas o preço do petróleo no mundo todo, mas no Brasil, muito embora o Brasil hoje, seja um exportador líquido de petróleo e seus derivados”, completou.
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