A Comissão Parlamentar de Inquérito que analisa as contas de 2010 do ex-governador Alcides Rodrigues, ouviu nesta quarta-feira (08) o depoimento do ex-presidente da Agetop, José Américo de Souza. O objetivo foi identificar se ocorreu alguma irregularidade na realização de convênios com outros órgãos do Estado, em execuções de obras e em pagamentos para empreiteiras que poderiam ter contribuído para geração de restos a pagar.

Durante o depoimento, José Américo negou qualquer irregularidade na execução de obras. “Todas as obras executadas e todas as faturas liberadas foram pagas e isso é uma questão fácil de verificar. Posso garantir que não houve, em âmbito algum, isso, até porque a gente não acessa essas contas”, disse, ao ser questionado pelo presidente da CPI, deputado Cláudio Meirelles (PR).

Ele assegurou que tudo realizado pelo órgão seguiu rigorosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal. “A lei estabelece que todos os contratos empenhados nos dois últimos quadrimestres do último ano de governo tem que ser pagos ou deixar recurso em caixa para pagar. Posso afirmar que todo o montante enviado para a Agetop foi contratado. Alguns foram terminados e outros estão em estado bem avançado de execução”, argumentou.

Presidente alega contradição

O presidente da CPI, Deputado Cláudio Meirelles (foto), analisou as informações levadas à Comissão por José Américo de Souza e, na avaliação dele, as informações entram em contradição com as dadas pelo ex-secretário da Fazenda, Célio Campos.

“O Dr. Célio informava que todos os pagamentos feitos pela Agetop eram de verba vinculada, ele já informa que cerca de R$ 20 milhões era do tesouro”, contestou.

Confirmação

Já para o Deputado Francisco Gedda (PTN), as informações prestadas só confirmam os depoimentos do ex-secretário da Fazenda e do ex-superintendente de Controle Interno Sinomil Soares: “Dos R$ 273 milhões que foram pagos à empreiteiras, quase R$ 240 eram de verbas carimbadas, com destinação própria”