Diferente das últimas edições das Copas, o melhor jogador do mundial não estava entre as equipes finalistas da competição. Muitos aguardavam por David Villa, devido ao título espanhol, mas o prêmio de melhor atleta da Copa do Mundo da África do Sul ficou nas mãos do uruguaio Diego Forlán.

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Forlán foi artilheiro do mundial, com 5 gols, ao lado de Müller, da Alemanha e o próprio Villa, da Espanha. Forlán liderou a campanha histórica do Uruguai, com o quarto lugar e colocando o futebol uruguaio de volta no cenário internacional, e garantiu a maioria dos votos dos jornalistas que decidiram o prêmio.

Forlán obteve 23,4% dos votos, e assegurou a Bola de Ouro. O holandês Wesley Sneijder, com 21,8%, ficou com a prata e Villa teve 16,9% dos votos, ficando com a Bola de Bronze. Veja os vencedores dos outros prêmios da Copa.

Chuteira de Ouro: Thomas Müller (Alemanha) — 5 gols, 3 assistências
Chuteira de Prata: David Villa (5 gols, 1 assistência)
Chuteira de Bronze: Wesley Sneijder (5 gols, 1 assistência)

Luva de Ouro: Iker Casillas (Espanha)
O goleiro da seleção espanhola tomou apenas dois gols na África do Sul 2010. Depois do tropeço na estreia contra a Suíça, Casillas superou a pressão e as críticas iniciais e teve uma série de atuações brilhantes que ajudaram a sua seleção a chegar à inédita final. Entre os seus grandes momentos, defendeu o pênalti batido pelo paraguaio Óscar Cardozo nas quartas de final e fez duas defesas no mano a mano ao final da partida. Ele voltou a brilhar na semifinal ao salvar dois chutes perigosíssimos de Trochowski e Kroos e na final ao defender uma bola frente a frente com Arjen Robben. Aos 29 anos, Casillas foi decisivo para uma equipe que conquistou o título com escores apertados — cinco das vitórias espanholas foram pela vantagem mínima. Na sua terceira Copa do Mundo, Iker atingiu a maturidade, mantendo o sangue frio e a agilidade.

Melhor Jogador Jovem: Thomas Müller (Alemanha)

Prêmio Fair Play: Espanha
A Espanha não foi apenas a melhor seleção do torneio, mas também a que jogou mais limpo: o selecionado comandado pelo técnico Vicente del Bosque recebeu só oito cartões amarelos em toda a competição. Apenas a Coreia do Norte, com dois amarelos, foi menos repreendida, mas os asiáticos disputaram somente três partidas. Não é nenhuma novidade que o Prêmio Fair Play da FIFA vá para as mãos dos espanhóis. Em 2006, a “Fúria” também foi quem jogou mais limpo, ao lado do Brasil.

Com informações da FIFA