Giovanni Augusto assinou contrato de empréstimo até dezembro com o Goiás (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC)
O meia Giovanni Augusto tem entre seus admiradores o técnico da seleção brasileira Tite. Em 2016, o treinador pediu a contratação à diretoria Corinthians, que desembolsou mais de R$ 13 milhões. Porém, o investimento não funcionou. Mais maduro e consciente do seu talento, o jogador, ao ser apresentado como novo reforço do Goiás, disse que abusava das noites quando jovem e que por isso não brilhou como se era esperado.
“Eu não tenho problema em falar disso, mas há quatro anos, eu não tinha foco. Eu achava que dava muito bem para sair e treinar, mas com o passar dos anos, eu vi que não bem assim, que eu precisava de descanso. De uns quatro anos pra cá, eu tenho feito tudo isso. Hoje, como profissional, posso dizer que vivo o melhor momento da minha. Aqui no Goiás, as coisas vão ser diferentes e espero mostrar que o torcedor pode confiar em mim”, disse o jogador.
Revelado pelo Atlético Mineiro, em 2010, Giovanni Augusto passou por Náutico, Figueirense, Grêmio Barueri até se transferir para o Corinthians em 2016. No clube alvinegro, conseguiu ser titular no primeiro ano, mas nos dois anos seguintes, conviveu com lesões e foi emprestado para o Vasco no ano passado. Com menos de 20 jogos disputados pelo clube cruzmaltino, o jogador disse que os problemas médicos o prejudicaram.
“Nos últimos dois anos, o que me atrapalhou foram as lesões. Não consigo entender porque me machuquei tanto. Agora eu faço tudo certinho. Tem três anos que consigo focar na minha carreira. Antes eu não era focado. Hoje posso afirmar para vocês que sou um atleta profissional, bem diferente de três ou quatro anos quando eu não queria muita coisa, realmente. Esse ano é de recomeço, de vitória. Deus me trouxe aqui para aparecer para o futebol e temos de tudo para fazer um grande ano no Goiás”, prometeu.
Encostado no Corinthians e fora dos planos do técnico Fábio Carille, Giovanni Augusto não deve ser relacionado para o jogo com o Atlético, domingo, no estádio Antônio Accioly. Questionado se ficou alguma mágoa com o clube alvinegro, o jogador disse que ficou triste em ter sido preterido pelo clube.
“Já sou maduro para lidar com certas situações. Fiquei triste no Corinthians, mas não desmotivado. Futebol funciona assim. O importante é não perder o foco, não desanimar. As coisas não acontecem da noite para o dia. Procurei treinar para quando surgir a oportunidade, eu estar preparado. Com a estrutura do clube, juntando a minha vontade de vencer. Essa parceria com o Goiás vai ser muito boa”, garantiu.
Sobre não ter rendido o esperado no antigo clube, o jogador disse que foi deslocado para uma posição nova e que precisa de sequência para voltar a brilhar.
“O que falta para mim é eu voltar a jogar na minha posição de origem. Pouco se fala disso no Corinthians, mas eu fiz uma função que eu nunca tinha feito na vida (jogar aberto pelos lados do campo). Fiz essa função bem, mas o ano foi complicado, ano de muitas saídas de jogadores, depois o Tite também foi embora e tinha aquela pressão pelo título no ano anterior. Mas eu fiz um bom ano. Agora aqui no Goiás vou ter a minha oportunidade, mas preciso de sequência”, concluiu.










