Desde que assumiu a presidência do Goiás, em 2014, Sérgio Rassi fez questão de ressaltar que sua missão à frente do clube seria sanear as dívidas e tirar o esmeraldino da grave crise financeira que ia se instalando. Finalizando seu segundo ano de mandato, o cartola conseguiu bons números em relação à isso, sendo o principal o financiamento dos impostos atrasados.
O clube parcelou suas dívidas tributárias com o Governo Federal através do programa Refis 2, porém, com a aprovação da MP do Futebol, surgiu também outra possibilidade, o Pró-Fut, e o Goiás resolveu migrar para esse programa. O motivo é simples: além de um parcelamento em mais vezes, os juros são menores e, assim, o clube esmeraldino deve economizar até 11 milhões de reais.
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O Pró-Fut é um plano de financiamento bem mais vantajoso para os clubes em relação ao Refis 2 e apesar de facilitar a quitação das dívidas, ele cobra também uma contrapartida dura dos clubes em relação ao Fair-Play financeiro, como o pagamento dos salários em dia. Quem aderir ao plano e não cumprir a contrapartida está sujeito à sanções pesadas inclusive dentro das competições, com perdas de pontos e rebaixamento de divisão.
O presidente do Goiás explica o porquê preferiu aderir ao Pró-Fut: “O Goiás já estava com seus débitos parcelados pelo Refis 2, mas com o surgimento do Pró-Fut a gente resolveu trocar. Antes o parcelamento era de 180 meses e agora será de 240 pelo novo programa. Assim a parcela fica diminuída e pesa menos no clube, além dos juros serem menores. Economizaremos por alto 11 milhões”.
Um dos motivos do programa de financiamento ainda não ter pegado com força nos clubes é justamente o medo que os times têm de entrar no programa e não conseguir dar a contrapartida necessária, podendo ser punido desportivamente. Rassi garante que o Goiás tem condições totais de honrar com tudo. “Nós não temos medo das sanções que o Pró-Fut impõe aos clubes porque a nossa gestão já tem isso em vista desde o início, estávamos nos preparando”, finaliza.












