Após a confusão envolvendo jogadores e repórteres ao final da partida do Goiás contra o Vitória nesta quarta-feira (21), os envolvidos foram prestar depoimento na Delegacia de Pau da Lima, próxima ao estádio do Barradão. Passava da 1 da manhã desta quinta-feira, 22, quando o técnico do Goiás, Emerson Leão e os jogadores Marcão, Rafael Moura e Romerito deixaram a DP, sob xingamentos de torcedores do Vitória.

Depois de ouvir os depoimentos o delegado Pedro Andrade lavrou termo circunstanciado caracterizando crime de agressão corporal leve, para encaminhamento à justiça criminal.

Roque Santos, repórter agredido, foi ao IML, para fazer exame de corpo de delito. “Que a justiça seja feita“, disse ele, exibindo um ferimento na boca, ao deixar a delegacia.

O delegado Pedro Andrade informou, ao jornal baiano A TARDE, que a agressão corporal foi considerada leve e que, por isso, não houve prisão, mesmo com o flagrante.

A punição prevista é de até dois anos e poderá ser cumprida com pena alternativa, tipo prestação de serviços sociais ou cestas básicas, ou outra.

ASSESSORIA DO VERDE

“É um clima ruim e triste. Estávamos ganhando o jogo e surge aquele empate. A arbitragem complicou mais uma vez. Os jogadores ficam tensos e nervosos”, disse Márcio Bacalhau, assessor de imprensa da equipe, em entrevista ao repórter André Rodrigues, da RÁDIO 730.

A delegação esmeraldina chegou à Goiânia por volta das 11h e não deu entrevistas. Émerson Leão deve falar com a imprensa na reapresentação da equipe.

“Não falei nada ainda com o Leão, mas pelas imagens a gente vê que o juiz complicou de novo. A imagem é muito clara. O jogador atingiu as pernas do Marcão e ele mandou seguir e no contra-ataque surgiu o empate”, complementou Bacalhau.

REVOLTA NA BAHIA

“Isso não pode ficar impune no futebol brasileiro, um profissional ser agredido assim”, protestou Márcio Martins Presidente da Associação Baiana dos Cronistas Desportivos (ABCD), na saída da delegacia.

“O Rafael Moura foi pedir desculpas ao Roque Santos, o Leão parecia tranquilo, mas o comportamento deles é diferente do que fizeram em campo”, relatou ele.

Carlisto Arine, diretor de futebol do Vitória, revoltado com a situação, foi mais duro nas críticas: “O Leão já devia ter se aposentado e fazem esta porcaria aqui. Espero que CBF faça a retaliação do que aconteceu. O mundo viu o que aconteceu. Ele instigou os atletas dele a fazer isso”.