Depois de boicotarem os treinos de quarta e quinta-feira, em protesto pelos salários atrasados, os jogadores do Trindade retornaram hoje aos treinamentos e confirmaram que vão jogar contra o Goiás neste domingo, na Serrinha. Em entrevista a RÁDIO 730, ao repórter Pedro Henrique Geninho, o zagueiro Carlão revelou houve uma reunião e a promessa de que tudo será pago.

“A gente está esperando uma posição da diretoria. Ontem, o Mauri, diretor de futebol, se posicionou diante de nós jogadores em nome do presidente, conversou com a gente, foi correto naquilo que falou e a gente entendeu que tinha que treinar. Foi taxado que nós fizemos um greve ou um motim, isso não é de jogador profissional fazer. A gente espera que isso se resolva da melhor maneira possível, porque precisamos estar concentrados somente no jogo”, destacou.

Carlão garante que confia no presidente do clube, Ulcleide de Castro, o Ferruja, e entende que a diretoria está correndo atrás para sanar o problema. O zagueiro garantiu que o time vai esperar o pagamento até domingo e que estará em campo contra o Goiás.

“Estamos esperando uma posição da diretoria até domingo antes do jogo, não vou mentir. Eles estão se contorcendo para tentar resolver essa situação financeira de nós jogadores, quitar esses salários que estão alguns dias atrasados. O presidente me mostrou ser uma pessoa correta e a gente espera que seja assim no final da competição, independentemente se o Trindade vai cair agora ou não, estaremos em campo para buscar o resultado”, garantiu.

Questionado se teria havido alguma reunião entre os jogadores para boicotarem a partida, Carlão garantiu que nunca faria isso, pois é algo que vai contra o que ele fez em toda a carreira. O zagueiro acredita que, com os salários pagos, o ambiente entre os atletas vai melhorar e o Trindade vai mais forte para o jogo.

“Eu não quero manchar meu nome por não ter que entrar em campo para exercer minha profissão. Isso eu não faço, nem farei aqui no Trindade. Vim para trabalhar, mas também tenho minha obrigações em casa, e a partir do momento que isso se resolver, o ambiente será diferente”, acredita.