Formar jovens leitores segue como um dos grandes desafios da educação. Em meio à concorrência com redes sociais, vídeos curtos e outras formas de entretenimento, despertar o interesse pela leitura exige novas estratégias. Quando o assunto é literatura brasileira, o desafio pode parecer ainda maior — mas especialistas defendem que o caminho está menos na obrigação e mais na conexão.
No Ser Goiás na TV, a professora Helissa Soares explicou como a literatura pode ganhar sentido real na vida dos estudantes quando apresentada de forma próxima da realidade deles.
Literatura como leitura de mundo
Segundo a docente, a literatura não deve ser vista apenas como leitura de textos clássicos ou exigência escolar. Para ela, ler também é compreender emoções, contextos sociais e diferentes formas de viver.
Ao entrar em contato com personagens, conflitos e histórias, os jovens ampliam repertório, exercitam empatia e passam a refletir sobre o país e sobre si mesmos.
Como despertar novos leitores
Entre as estratégias apontadas pela professora estão o uso de linguagens atuais e plataformas que fazem parte do cotidiano dos adolescentes, como redes sociais e conteúdos digitais.
Outro ponto importante é mostrar que obras clássicas continuam dialogando com temas contemporâneos, como liberdade, identidade, desigualdade e relações humanas.
Clássicos também podem conquistar jovens
Um exemplo citado foi o romance Senhora, de José de Alencar. Ao apresentar a protagonista como uma mulher forte e à frente de seu tempo, a obra passou a despertar maior interesse entre estudantes.
A proposta mostra que livros antigos podem ganhar novos sentidos quando conectados às discussões atuais.
Leitura como formação humana
Além do desempenho escolar, a leitura contribui para autonomia intelectual, senso crítico e expressão pessoal. Também fortalece memória afetiva e repertório cultural.
Mais do que cumprir listas obrigatórias, o desafio atual é fazer com que os estudantes percebam que a literatura pode conversar diretamente com suas vidas.
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