O ministro da Saúde, Marcelo Castro, esteve presente em evento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) que avalia o trabalho da força-tarefa de erradicação do mosquito Aedes Aegypti, no Centro de Convenções, em Goiânia.
O inseto é responsável pela transmissão, entre outras doenças, do Zika vírus, que causa microcefalia em bebês ainda no período de gestação. Durante entrevista coletiva, o ministro destacou a mudança realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no critério de medição do crânio de recém-nascidos, para caracterizar a existência ou não da doença.
“A OMS preconizava a medida craniana da criança de 32cm a menos para diagnosticar como a criança microcéfala, e com estudos mais aprofundados resolveu mudar esse protocolo junto com a OMS. Nós seguimos rigorosamente a orientação da organização. Agora, para as crianças do sexo masculino, ficou o perímetro de 31,9cm, e para o sexo feminino, 31,5cm”, afirmou.
Marcelo Castro fez uma análise positiva das mobilizações em todo o país para combater o mosquito, e diz estar otimista em relação aos esforços para a erradicação do inseto e, consequentemente, da doença.
“Nós estamos bastante otimistas que estamos fazendo o esforço máximo que poderíamos fazer, o governo federal, os governos estaduais, os municipais. Mas o que mais nos anima é exatamente a mobilização da sociedade, estão todos conscientes da gravidade do problema”, frisou.
O ministro garantiu ainda que o governo federal aumentou em 2016 os recursos para o combate ao Aedes Aegypti, e que tanto estados quanto municípios têm recebido os valores de forma regular.
“No ano passado nós tivemos para defesa sanitária R$ 1,29 bilhão. Para este ano, nós temos R$ 1,87 bilhão e mais R$ 500 milhões que foram colocados especificamente para o combate ao Zika e à microcefalia”, ponderou.
Governo registra redução de focos em Goiás
O governador Marconi Perillo, destacou que desde o início do ano, com as ações de combate, houve diminuição de 1,9% na quantidade de imóveis com criadouros do Aedes Aegypti, e estabeleceu uma meta os próximos meses.
“É importante registrar que, em janeiro nós tínhamos 4% de residências com criadouros do mosquito. Em fevereiro, este percentual foi reduzido a 2,1%, e agora em março deverá haver uma redução a 1,4%. O Ministério da Saúde quer que essa redução seja para no máximo 1%. Nós achamentos que a gente chega a abril com menos de 1%”, comentou.
Perillo afirmou ainda que a gratificação aos municípios só será efetivada em caso de comprovação de diminuição dos índices de infestação do mosquito. “Nós vamos premiar os que estiverem efetivamente trabalhando. Não dá pra gente dar dinheiro para quem não faz a sua parte, o seu dever de casa. Os municípios que estão trabalhando duro para eliminar o mosquito irão receber um prêmio do governo do estado”, concluiu.
Com informações da repórter Mirelle Irene.












