A diretoria do Vila Nova deu um importante passo para iniciar um projeto mais sólido em busca da recuperação do clube, após uma sequência de golpes que quase o levaram ao nocaute (rebaixamento) no último domingo. A primeira movimentação provocou uma boa reação no torcedor e me fez pensar bastante na fala de Hermógenes Neto, na coletiva, ainda no Serra Dourada, quando levantou sobre a necessidade de se buscar novos ídolos.

Ele não é ídolo, longe de querer ser, mas é um vilanovense capaz de botar dinheiro do próprio bolso para agilizar o próprio trabalho, dedicar horas e horas para pensar e sonhar com uma estrutura mais moderna. Até acredito que ele nem seja bom de bola, mas pode ser a personificação da modernização da administração do Vila Nova. Hugo Jorge Bravo é jovem, mas seus primeiros passos apontam para um gestor consciente e amadurecido. Foi procurado pelo presidente executivo, Marcos Martinez, onde só aceitou a proposta mediante a garantia de ter transparência e liberdade para trabalhar, sem as velhas amarras do conselho deliberativo que sempre ganham destaque.

Diniz e Martinez se renderam. Como braço direito, Bravo terá Francisco Elisio Albuquerque – será o gerente de futebol. Não o conheço. Será o primeiro contato com ele no meio do futebol. As primeiras informações são as melhores. O discurso objetivo e sem prometer mundos e fundos já caiu no meu agrado. É goiano e revelou ser um apaixonado pela paixão e fidelidade do torcedor vilanovense. Francisco quer aliar qualidade e o perfil dos atletas – reforços que estejam com o mesmo objetivo do Vila Nova de reconquistar um melhor espaço no cenário nacional. Confira a entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira:

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ACESSOS – Em clubes goianos e com orçamentos limitadíssimos, Francisco teve sucessos em Trindade, Rio Verde e no Legião-DF. Não deixou de reconhecer que será o Vila Nova, o clube mais pesado e com maior responsabilidade para trabalhar.

COTADOS – A nova direção de futebol analisa três nomes para assumir o comando da equipe. Toninho Andrade (que estava no Macaé) e Julinho Camargo (que está no Veranópolis) estão entre os cotados. Há um nome com maior chance que ainda mantido sob sigilo.

DE OLHO NOS VIZINHOS – O gerente de futebol, Francisco Albuquerque, não escondeu que está de olho nos jogadores que se destacaram no Campeonato Goiano, embora reconheça que o nível não tenha sido dos melhores. Romerito está sendo alvo da diretoria.

NO LIMITE – O meia Diego Barboza assinou a rescisão de contrato na última segunda-feira antes de aproveitar a semana de férias. Ele alega ter propostas da Série B, pediu um salário muito acima do teto estabelecido. Se não ceder, não retornará ao OBA.

NOVO LÍDER – Muitos conselheiros comentam nos corredores do clube que se surpreenderam com o comportamento de Paulo Diniz na reunião desta semana para determinar as diretrizes para a Série C. Menos autoritário, o presidente do Conselho partiu para o diálogo e para o caminho de união em prol do Vila.

ESTREIA – Depois do golaço no último domingo, uma série de entrevista na segunda, o atacante Gustavo, 16 anos, atuou pela primeira vez pela equipe sub-18. Foi destaque. Correu, marcou, brigou e só faltou o gol. Foi a alegria dos torcedores que compareceram para assistir a vitória por 1 a 0.

DURA REALIDADE – O presidente do Fortaleza reclamou da rentabilidade dos jogos no Campeonato Cearense e atribuiu a isto a dificuldade em quitar os salários dos jogadores e funcionários do Leão do Pici. O tricolor está na Série C, no grupo A, e tem Hélio dos Anjos como treinador.

TODO IMPÉRIO TEM SEU FIM – O presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, anunciou nesta semana que irá renunciar no próximo dia 30 após 27 anos no comando da entidade máxima do futebol sul-americano. Eduardo Figueiredo, uruguaio e vice presidente, assumirá interinamente o cargo e conduzirá as eleições esperadas.

HERÓICO – Com grandes atuações, Bayern e Dortmmund golearam os espanhóis e deram passo importante na busca pela vaga na decisão da Champions League. O curioso é que desde a edição 1994/95 nenhuma equipe conseguiu reverter uma derrota por mais de dois gols de diferença na fase semifinal. Tão surpreendente quanto a vitória dos alemães, seria a recuperação de Real e Barcelona.