O programa Pauta 1 vai ao ar hoje, às 20 horas, na Sagres TV e no canal do YouTube da Sagres, com o tema da fome e insegurança alimentar no Brasil. Segundo dados do IBGE, 27,6% dos domicílios brasileiros convivem com algum tipo de insegurança alimentar, e as regiões Norte e Nordeste enfrentam as situações mais críticas. Em Goiás, 850 mil goianos fazem apenas uma ou nenhuma refeição por dia.

A insegurança alimentar no Brasil é um problema complexo e multifacetado. Há três níveis de insegurança alimentar: leve, moderada e grave, que impactam milhões de brasileiros diariamente. A maior proporção da fome está na zona rural, onde as condições de vida são mais adversas. O programa discute as causas dessa situação, desde a produção agrícola voltada para exportação até a histórica concentração de terra e renda no país.

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O programa tem a presença da professora Dirce Marchioni, do Departamento de Nutrição e Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Combate à Fome, da Universidade de São Paulo (USP). Ela esclarece a diferença entre fome e insegurança alimentar, os níveis de privação de alimentos no Brasil e as políticas públicas necessárias para combater essas questões.

Fome e insegurança alimentar são frequentemente confundidos, mas não são a mesma coisa. No Brasil, a insegurança alimentar é classificada em três níveis e entendê-los é essencial para desenvolver políticas eficazes.

Níveis de insegurança

Samuel Straioto, Laila Melo e Johann Germano discutem os níveis de insegurança alimentar e os dados regionais críticos. Ainda exploram o mapa da fome e insegurança alimentar no Brasil, com destaque para os impactos da pandemia de COVID-19. Por fim, as políticas públicas para combater a fome e a desigualdade social.

O Brasil teve recordes de produção de safra em 2022 e 2023, mas ainda enfrenta a contradição de ter uma parcela significativa da população em situação de fome ou insegurança alimentar. O que leva a essa situação paradoxal? Como a lógica produtiva voltada para grandes commodities e exportação contribui para essa realidade?

Mapa da fome no Brasil

Os dados mais recentes do IBGE mostram que a região Norte do Brasil tem o maior índice de insegurança alimentar, seguida pelo Nordeste. A pandemia de COVID-19 exacerbou essa situação, afetando significativamente a produção e o transporte de alimentos, especialmente na Amazônia Legal.

Apesar dos recordes de produção agrícola, a fome persiste no Brasil. Isso se deve, em parte, à lógica produtiva voltada para grandes commodities e exportações, deixando a população mais vulnerável sem acesso adequado a alimentos. Além disso, as políticas públicas precisam focar não apenas na produção, mas também na distribuição equitativa de alimentos, redução do desperdício e apoio aos grupos mais vulneráveis.

A insegurança alimentar afeta desproporcionalmente certos grupos, como mulheres e populações rurais.

Políticas públicas e soluções

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e essa desigualdade reflete diretamente na segurança alimentar da população. Programas como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Alimentação Escolar são essenciais, mas é necessário integrar mais as políticas sociais para melhorar a qualidade de vida e garantir a segurança alimentar.

Extremos climáticos

Outro ponto importante é o impacto das mudanças climáticas na segurança alimentar. Eventos extremos como secas e enchentes podem devastar colheitas, agravando a fome. Portanto, políticas de segurança alimentar devem incluir estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas para proteger a produção agrícola e garantir o acesso contínuo a alimentos para todos.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Este conteúdo segue os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável.

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