Quem depende do transporte coletivo teve dor de cabeça na hora de ir para o trabalho. Se normalmente já é difícil, por conta da ineficiência do sistema de transporte, imagine se ele não estiver à disposição da população como foi nesta quinta-feira (2) por conta da greve dos motoristas.

Um caso foi o de Flávio Cirilo. Ele estava no Terminal Izidória no Setor Pedro Ludovico e precisava ir para o trabalho, uma empresa de telefonia localizada na Vila Redenção. Devido à falta de ônibus, Flávio ligou para a chefe comunicando do fato e pedindo compreensão. “Estou eu e o Hélio aqui no terminal e não tem ônibus para irmos até aí. Vamos ver como faremos para chegar,” disse o rapaz ao patrão pelo telefone celular.

No Terminal Isidória, onde Flávio estava, não havia os equipamentos que ficam acoplados nas catracas que fazem a leitura dos Sit Pass. Eles foram retirados na noite de quarta-feira (1), mas não foram recolocados. Desta forma, não era possível a entrada das pessoas no terminal a não ser se já estivessem dentro dos ônibus. Como havia poucos veículos circulando, a situação se complicava.

Adair Aparecido Silva mora em Aparecida de Goiânia e todos os dias passa pelo Terminal Praça da Bíblia. Ele descreve que foi complicado chegar ao trabalho, localizado no Centro de Goiânia. “Foi complicado. Os ônibus estão poucos. Não foi fácil chegar aqui,” disse.

Na manhã desta quinta-feira ocorreram protestos de motoristas e passageiros em diversos terminais na Região Metropolitana de Goiânia, os  que concentraram maior número de pessoas aconteceram no Padre Pelágio e também na Praça da Bíblia.