Em reunião do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público (CAODH) com a prefeitura de Aparecida de Goiânia, foi apresentado um projeto que visa adequar o aterro sanitário do município, que fica localizado no bairro Vale do Sol.
O coordenador do CAODH, promotor Haroldo Caetano, disse que o projeto tem uma questão mais social do que ambiental, e destacou a condição das famílias que moram nas imediações do aterro sanitário.
“Lá se encontram dezenas de famílias que trabalham na coleta de resíduos recicláveis. Eles estão numa situação altamente degradante, vivem em condições extremamente miseráveis”, relata.
Dentre as famílias, o coordenador coloca as crianças como as que mais sofrem os prejuízos por causa da situação, considerada por ele degradante.
“Há crianças no local que não têm sequer condições de tomar um banho, porque não há água. Não tem condições de ir à escola, porque não há transporte coletivo que faça essa rota. Com esse volume de pessoas reunidas num único espaço altamente degradado, eu creio que essas famílias formam a comunidade mais miserável do Estado de Goiás”, lamenta.
Ainda de acordo com Haroldo Caetano, a ideia é fechar o aterro sanitário e impedir com que as pessoas tenham contato direto com o lixo, e programar a coleta seletiva em Aparecida de Goiânia.
O Secretário de Meio Ambiente de Aparecida de Goiânia, Juliano Cardoso, orienta a população sobre como se deve lidar com a coleta seletiva na cidade, assim que for implementada.
“Vai haver carros de som, panfletagem, reuniões com a comunidade explicando de que forma a população deve armazenar o lixo orgânico e o inorgânico. Mostrar quais os dias e horários que o caminhão vai passar, e mostrar que esse material será direcionado à cooperativa dos catadores”, destaca.
O promotor Haroldo Caetano ressalta que o projeto social busca atender a capacitação profissional dos catadores de lixo, de modo que eles possam exercer as atividades dentro do sistema da coleta seletiva.












